Era manhã o sol brilhava nitidamente, o céu límpido e azul, sombreava o mar calmo que lentamente num vai-e-vem constante, beijava a praia com suas ondas mansas, os coqueiros soprados pelo vento ainda um pouco sereno da noite, contemplava os banhistas que pouco a pouco se aglomeravam em grandes partes daquela areia macia. Tudo eram encanto e beleza naquele momento, pois toda aquela dádiva tornava-se visível aos olhos de todos, era realmente a presença de Deus diante dos homens. Foi então que ao longo da praia, você me apareceu, seu jeito simples sabia agradar a todos, pois esse seu sorriso dócil era um convite ao diálogo. Foi aí que cruzaram nossos olhares vindos desprender um sorriso em tanto sem graça, seguido de olá e tudo bem. Você ainda com seu vestido entre aberto mostrava facilmente um pouco de sua nudez, e seu rosto gracejante se punha na areia macia e molhada, vindo molhar seus lábios salutares ao prazer. Você bem menina ainda, sabia compreender aceitando assim todos os lances de amor, sua simplicidade e meiguice trazia mais e mais ao desejo insaciável, que se prolongava enquanto nossos corpos sedentos de desejo aceitavam, diante de tudo que corria sobre um pecado indefeso, devido o instinto que corria dentro de nossas cabeças. Tudo era beleza, porém todo aquele seu encanto tornava-se misterioso, pois somente à noite que bruscamente nos encobriu era testemunha de nossos melhores momentos envolventes de abraços e carícias.
DÁDIVAS

