Evento reforça importância de conhecer cada estudante e preparar a escola para acolher as diferenças
Profissionais de unidades públicas de ensino do município de Maceió participaram, nesta segunda-feira (31), na Uninassau, da palestra “PNEEI: caminhos para fortalecer a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva”, mediada pela professora Chrystiane Toscano, da Universidade Federal de Alagoas.
A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Educação de Maceió (Semed) e integra a programação da “Semana da Pessoa com Deficiência e Múltipla”. A ação reuniu coordenadores pedagógicos, professores da sala regular e docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE), em um momento de aprendizado, reflexão e troca de experiências sobre os desafios e as possibilidades da inclusão no ambiente escolar.
Para a coordenadora de Educação Especial da Semed, Pollyana Satírio, a Política Nacional de Educação Especial representa um importante marco para a construção de uma escola inclusiva. Segundo ela, o principal desafio é garantir que a escola esteja preparada para receber e atender cada criança e estudante em suas particularidades.
Para Pollyana, o ponto de partida para garantir um atendimento educacional de qualidade é conhecer cada estudante para além das dificuldades. “Como fazer para trabalhar com ele e dar ênfase a tudo aquilo que ele é capaz de fazer e muito mais? Para dar o que é necessário, fazemos um planejamento. E eu só posso fazer um planejamento e desenvolver alguma habilidade se eu souber quem é aquela criança”, acrescentou.
Para a professora Elyva Regis, da Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus, a educação inclusiva precisa ser construída com uma comunicação direta entre o profissional e o aluno, aproximando diretamente os dois pilares da educação.
“Temos que ter mais trocas entre as professoras de sala de recursos, junto com as professoras de sala regular, para que o trabalho seja mais conciso, mais eficiente, voltado aos estudantes com deficiência, seja ela qual for”, afirmou.
A coordenadora pedagógica da Educação Infantil no CMEI Maria Liége Tavares de Albuquerque, Marinan Pimentel, também participou da formação com o objetivo de ampliar conhecimentos e contribuir com o trabalho desenvolvido pelos professores da unidade.
“Esse encontro veio para acrescentar nossos conhecimentos para que possamos, enquanto coordenação, junto com a professora do AEE, dar uma contribuição maior aos professores da sala regular, que na Educação Infantil chamamos de sala de referência”, disse.
Segundo Marinan, promover a inclusão exige conhecimento, planejamento e um olhar atento para a realidade de cada unidade escolar. “A inclusão é algo muito importante para as crianças atípicas, mas sabemos que existem desafios. Então, aqui é o momento de aprender mais, entender o que é possível dentro da nossa realidade e levar esse conhecimento para contribuir com os nossos professores”, ressaltou.
Fonte: Ascom Semed

