Poxa pai, nem parece que faz tanto tempo assim, que perdi você, mas depois desse tempo todo, depois da dor no peito, do choro incontrolável que senti com sua perda, decididamente Deus sabe o que faz e nada como o tempo para minimizar essa dor comprimida que parece que não acaba mais.
Mas pai, não é que Deus é sábio dosa essa dor com o passar dos tempos, mas isso não contenha a saudade, as lembranças que marcam marcam as nossas histórias seja do amor explícito, da minha admiração do pai, do homem que me formou com seus ensinamentos e do gestos marcantes de sua personalidade amiga e democrática de ser , pois não é por ser meu pai, mas és um ser admirável de um coração gigante na solidariedade que me perpetua até hoje, pois este é um sentimento que todos deveriam ter ao invés da mesquinhez que hoje enxergamos, lamentavelmente.
É pai, hoje é mais um dia de saudade de um amor contido que me intende de beijá-lo e dar aquele abraço em que sentia o seu cheiro e a sua pele, e percebia a batida do seu coração e isto, por se só era o meu maior presente, que alegria tê-lo por perto e sentir esse amor, até mesmo quando divergíramos, me afastava para entender o seu posicionamento que na maioria das vezes estavam corretas, eu pedia desculpa e seguíamos em frente, sempre com um abraço e um beijo acolhedor.
Hoje, me contento em ver sua foto e lembrar os bons momentos, mas com todo respeito a Deus, me permita lamentar é muito pouco para quem tanto amou meu pai, um cara que tem um grande significado em minha vida e formação, mas Deus sabe o que faz.
Após 27 anos com sua ausência, guardo a sua lembrança, mas meu amor resiste a esse afastamento sem perder um milímetro de agradecer a Deus por me permitir ser filho de Niltinho.
Parabéns, meu pai Nilton de Oliveira por tudo que fé por mim, te amo demais, líder!
Everton Oliveira

