Para titular do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, objetivo é que evento que vai ser realizado no ano que vem no Brasil diminua as diferenças existentes entre o futebol masculino e feminino
Daqui a pouco mais de um ano, os olhos do mundo do futebol vão estar voltados para Brasil. No dia 24 de junho do ano que vem, vai ser dado o pontapé inicial para a Copa do Mundo Feminina da Fifa, a primeira disputada na América do Sul.
E o torneio vai ser a oportunidade para promover a igualdade de gênero e incluir mais meninas e mulheres na prática do futebol. Foi o que afirmou o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (17/6), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Eu garanto a todas as brasileiras e brasileiros que nós vamos fazer a melhor e a maior Copa do Mundo feminina que já teve na história. Porque para nós é uma virada de chave, uma mudança na realidade sociocultural, do alcance que se tem do futebol masculino e do feminino”.
Nós devemos ter certeza que o maior legado que nós vamos ter nessa Copa não é um legado de infraestrutura física, de equipamentos do esporte, mas é uma mudança de visão, sociocultural, de incluir mais meninas e jovens, para essa prática esportiva, que já foi proibida lá atrás, até legalmente, e isso fez com que nós tivéssemos esse quase fechamento do ponto de vista cultural”, disse o ministro
O torneio do ano que vem terá 32 seleções e jogos em oito sedes: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
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A sanção da Lei Geral da Copa no início deste mês representa um marco para a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 no Brasil. A legislação estabelece regras para a organização do torneio, garantindo segurança jurídica, operacional e institucional. Além disso, a lei incorpora princípios alinhados às políticas públicas do Governo do Brasil e focados no legado para as mulheres. Entre seus aspectos está a promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino.
A lei também autoriza o prêmio de R$ 500 mil para cada atleta da Seleção Brasileira que conquistou o bronze no torneio de 1988, considerado o primeiro grande torneio mundial feminino organizado pela Fifa.
Nós vamos ter a Copa hoje em oito sedes no Brasil, distribuídas por todo o território nacional. Obviamente que foi levado em consideração pela Fifa a qualidade das arenas que nós temos hoje, mas nós vamos levar o futebol feminino para todos os espaços. Os estados em que as capitais em que nós não temos hoje uma sede, nós vamos ter também outros espaços para treinamento, ou para acolhimento das torcidas, das diversas delegações que estão chegando no Brasil.”
“Nós já estamos fazendo uma Copa feminina com o legado que foi implementado em 2014 com a Copa masculina, em 2016 com as Olimpíadas no Brasil, e eu tenho certeza que, para além da questão dos espaços físicos que nós temos concretizados para os eventos da Copa, nós vamos trabalhar também com a construção de equipamentos voltados especificamente para o futebol feminino, como por exemplo o estádio e o ginásio que estão sendo construídos com recursos públicos do Governo Federal em Araraquara, em São Paulo que sempre foi um município de vanguarda para o futebol feminino, e esse modelo a gente vai levar para outras cidades”, explicou o ministro.
Inclusão social
Durante a entrevista, o ministro defendeu o esporte como um pilar essencial para a cidadania, saúde preventiva e segurança pública, ajudando a afastar os jovens da vulnerabilidade social e do crime organizado. A estratégia da atual gestão, segundo ele, foca explicitamente na descentralização e no direcionamento de políticas públicas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“O esporte é uma estrutura composta por várias ferramentas que promovem a inclusão social, saúde preventiva, lazer e, principalmente, a formação cidadã, garantindo que tenhamos meninos e meninas longe do crime. O foco da implantação, da implementação de políticas públicas de esporte, para a gente, são as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Porque nós sabemos efetivamente das necessidades, das carências de locais que necessitam que mais ações cheguem até lá”, pontuou o ministro.
Inclusão e acessibilidade
Dentro do escopo de inclusão social e acessibilidade, foi destacado o programa TEAtivo, criado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Articulado por meio de parceria estratégica junto à Apae Brasil, o programa foca em atividades esportivas adaptadas a esse público, auxiliando no desenvolvimento motor, cognitivo, bem como na atenção, socialização e autorregulação emocional dos jovens. Inicialmente o programa foi implantado na Região Nordeste, onde já atende 1.840 estudantes, e atualmente foi expandido para a Região Norte, atendendo 1.200 famílias.
A iniciativa oferece um ambiente seguro e acolhedor para os participantes e que tem tido a capacidade inesperada de ajudar no diagnóstico de outros jovens. O plano é expandir o programa para as 11 capitais em falta, aproveitando o baixo custo de implementação – cerca de R$ 300 mil por núcleo para atender mais de 100 pessoas.
“Com o programa, não só os jovens alcançam um nível de inclusão social, mas os pais e as mães, que têm a tranquilidade de ver os filhos assistidos e poder trabalhar sabendo que os meninos e meninas estão em ambiente acolhedor. E o TEAtivo também consegue diagnosticar, coisa que nem se pensou inicialmente, outros jovens que não estão entre os participantes. É um programa de alcance ímpar para o esporte e para essas pessoas que portam necessidades especiais.”, destacou Paulo Henrique Cordeiro.
Fonte: GOV.BR

