Alzheimer avança no Brasil: SUS registra 56,2 milhões de atendimentos em um ano


Casos de demência podem triplicar no Brasil até 2050. Especialistas debatem sobre autonomia e decisões ao longo da doença
Com o envelhecimento acelerado da população, especialistas destacam a importância do planejamento antecipado de cuidados para preservar a autonomia de pessoas com Alzheimer e outras demências.
“O avanço das demências, especialmente da doença de Alzheimer, tornou-se um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Em um país onde o número de pessoas idosas cresce em razão do aumento da expectativa de vida e da redução das taxas de natalidade, intensifica também a preocupação com a capacidade dos sistemas de saúde e das próprias famílias de responder às complexas demandas de cuidado impostas por essas doenças, comenta a doutoranda em Bioética e Direitos Humanos pela Universidade de Brasília, Nelma Melgaço.
Atendimento ao Alzheimer – Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer no Brasil. Os números correspondem a registros de atendimentos e internações, e não ao total de pessoas atendidas, já que um mesmo paciente pode utilizar o serviço mais de uma vez. Informações preliminares também apontam cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença no país. Os dados ainda podem sofrer atualizações conforme novos registros sejam incluídos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
O SUS oferece assistência gratuita e integral às pessoas com Alzheimer, com foco na estabilização do declínio cognitivo, na melhora da qualidade de vida e no acompanhamento contínuo de pacientes e cuidadores. O tratamento inclui medicamentos, além de terapias complementares, como estimulação cognitiva, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicossocial.
Envelhecimento acelera crescimento dos casos – O crescimento das demências está diretamente relacionado à transição demográfica. No mundo, o número de pessoas com 65 anos ou mais deve mais que dobrar, passando de 761 milhões em 2021 para cerca de 1,6 bilhão em 2050.
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