
{"id":39898,"date":"2026-09-22T13:16:04","date_gmt":"2026-09-22T16:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=39898"},"modified":"2026-09-22T13:16:04","modified_gmt":"2026-09-22T16:16:04","slug":"dia-da-pessoa-com-deficiencia-arte-e-movimento-desafiam-capacitismo-fotografo-estilista-professora-e-atleta-contam-suas-trajetorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/dia-da-pessoa-com-deficiencia-arte-e-movimento-desafiam-capacitismo-fotografo-estilista-professora-e-atleta-contam-suas-trajetorias\/","title":{"rendered":"Dia da pessoa com defici\u00eancia: arte e movimento desafiam capacitismo Fot\u00f3grafo, estilista, professora e atleta contam suas trajet\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p>\u201cQuando sinto o calor do sol da manh\u00e3 na pele, me d\u00e1 vontade de fotografar. Gosto das frestas de luz que se formam aqui em casa\u201d. O calor do dia ilumina o fot\u00f3grafo mineiro Luciano Ambr\u00f3sio, de 57 anos, morador da Ceil\u00e2ndia (DF), para cada detalhe.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702804&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702804&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p><strong>Luciano resolveu captar a rotina de forma especial em imagens e palavras depois que perdeu a vis\u00e3o, aos 24 anos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A vida que chega com calor descortina a visibilidade que devem ter os direitos de cidadania enfatizados em datas como esta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Defici\u00eancia. No caso de Luciano, as imagens que ele cria revelam percep\u00e7\u00f5es de cen\u00e1rios, \u00e0s vezes, hostis, com obst\u00e1culos, e outras vezes, encaradas por outros \u00e2ngulos.<\/p>\n<p><strong>Ele est\u00e1 perto de realizar um sonho: a publica\u00e7\u00e3o do primeiro livro, <em>Meu olhar<\/em>\u201d <\/strong>(de 120 p\u00e1ginas, em edi\u00e7\u00e3o independente), prevista para novembro. A obra re\u00fane imagens e 100 poesias.<\/p>\n<p><strong>Descobriu a fotografia h\u00e1 10 anos e utiliza a m\u00e1quina com suporte de um software de voz.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Luciano mapeia o ambiente pelo corpo, incluindo a textura do ch\u00e3o, a inclina\u00e7\u00e3o do terreno, os sons ao redor. Com o celular, tem o apoio das informa\u00e7\u00f5es sobre o que est\u00e1 diante da c\u00e2mera. Com a descri\u00e7\u00e3o, a tecnologia traduz a imagem que poder\u00e1 surgir, e, com essas informa\u00e7\u00f5es, decide por dar o clique na m\u00e1quina que comprou com as economias que fez.<\/p>\n<h2>Inclusiva<\/h2>\n<p><strong>Nascido em Lajinha (MG), o fot\u00f3grafo se mudou para Bras\u00edlia em 2002 para estudar biblioteconomia e trabalhar. J\u00e1 quando atuava no Senado como assessor, participou de uma oficina de fotografia inclusiva<\/strong>. Encantou-se mesmo quando ouviu a orienta\u00e7\u00e3o: \u201cbusquem aquela imagem do cotidiano que ningu\u00e9m presta aten\u00e7\u00e3o\u201d. Ele prestava aten\u00e7\u00e3o em tudo.<\/p>\n<p>Folha seca, pedrinha no ch\u00e3o, a luz e a chuva refletidas. A m\u00e1quina passou a ser uma extens\u00e3o de seus bra\u00e7os e dos sentimentos que resolveu alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cEu coloco a c\u00e2mera pertinho do ch\u00e3o e fotografo a grama. Eu adoro os degraus\u201d. N\u00e3o o obst\u00e1culo, mas a luz que se forma entre eles. Ou as pessoas andando, dan\u00e7ando. Pede que elas coloquem um guizo no pesco\u00e7o para que ele possa buscar.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu j\u00e1 passei mais tempo da minha vida como um cego (desde os 24 anos) do que enxergando. Mas eu sei muito bem o que \u00e9 beleza visual. Isso ainda est\u00e1 guardado aqui no meu c\u00e9rebro\u201d. Ele recorda e imagina as frestas.<\/p><\/blockquote>\n<p>A esposa dele, a cerimonialista Edna Teodoro, de 54 anos, diz que ele a surpreende a cada dia com a capacidade de cria\u00e7\u00e3o permanente. \u201cO conv\u00edvio representa um aprendizado grande pra mim. Ele \u00e9 animado todos os dias\u201d.<\/p>\n<p>Ela lamenta testemunhar epis\u00f3dios de capacitismo (quando algu\u00e9m subestima uma pessoa com defici\u00eancia). \u201cRecentemente, fomos fazer um lanche no shopping e a atendente me perguntou o que ele iria querer, como se ele n\u00e3o pudesse compreender. Eu falei que ela podia perguntar para ele direto\u201d.<\/p>\n<p>A esposa explica que ele sente poesia em tudo. Tanto que ele vive acelerado pensando no segundo livro. \u201cMeu sonho \u00e9 viver da minha arte\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Juliana Santos\/Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Dia da pessoa com defici\u00eancia. A estilista goiana Juliana Santos sofreu uma s\u00e9rie de ataques na internet. Foto: Juliana Santos\/Arquivo Pessoal\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/fLfbKEkW9LlNPY29_-BPOkbu0yU=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-19_at_00.38.54.jpeg?itok=YYTvPe_C\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A estilista goiana Juliana Santos sofreu uma s\u00e9rie de ataques na internet. Foto: <strong>Juliana Santos\/Arquivo Pessoal<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Moda<\/h2>\n<p><strong>Outra artista apaixonada pelo que faz \u00e9 a estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos. <\/strong>Ela mora em S\u00e3o Paulo e vive um momento de tristeza em fun\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de ataques na internet. Ela ingressou na Justi\u00e7a com uma a\u00e7\u00e3o que pede repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Eu quero ter paz novamente. E, para mim, essa paz passa necessariamente por uma resposta das autoridades e por uma investiga\u00e7\u00e3o que finalmente esclare\u00e7a o que aconteceu&#8221;, diz.<\/p><\/blockquote>\n<p>Prints reunidos pela estilista mostram coment\u00e1rios direcionados diretamente \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia. O impacto da exposi\u00e7\u00e3o passou a repercutir diretamente em sua atividade profissional, com cancelamentos e perda de contratos. Em 12 anos de trabalho, Juliana j\u00e1 produziu mais de 2.300 vestidos.<\/p>\n<p>Em 2024, ano em que, segundo a estilista, teve in\u00edcio a persegui\u00e7\u00e3o, foram produzidos 678 vestidos. Em 2025, o n\u00famero caiu para 68 vestidos, quando a previs\u00e3o inicial era de 127. Para 2026, at\u00e9 o momento, foram fechados 28 contratos.<\/p>\n<p>\u201cMinha arte \u00e9 meu trabalho, meu sustento e o sustento dos meus filhos. Quero que haja responsabiliza\u00e7\u00e3o por aquilo que aconteceu\u201d, completa.<\/p>\n<p>Juliana relata ainda que h\u00e1 um inqu\u00e9rito em andamento h\u00e1 mais de um ano, relacionado a den\u00fancias de cal\u00fania, persegui\u00e7\u00e3o e stalking, sem desfecho at\u00e9\u00a0 agora.<\/p>\n<h2>Protesto<\/h2>\n<p><strong>A estilista deve apresentar nesta segunda-feira (21) um vestido como manifesto contra o capacitismo nas redes sociais.<\/strong> Ela pretende fazer interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica na roupa com 200 coment\u00e1rios ofensivos que ela registrou nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 mais um dos momentos doloridos de sua vida. Na inf\u00e2ncia, ela foi v\u00edtima de um inc\u00eandio acidental em casa quando tinha quatro anos de idade e estava sozinha com uma irm\u00e3 beb\u00ea. Juliana perdeu os dedos das m\u00e3os e ficou com cicatrizes em outros membros. Foi abandonada pela m\u00e3e e depois adotada por outra fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Desde crian\u00e7a, tinha fascina\u00e7\u00e3o por roupas. Diante das limita\u00e7\u00f5es, demorou um pouco mais para aprender a escrever e a segurar os objetos. Mas, quando conseguiu se adaptar, passou a fazer aulas de pintura, artesanato e costura.<\/p>\n<p>\u201cEu sempre gostei da moda. Eu pintava as minhas roupas, desenhava, cortava. N\u00e3o era como as outras adolescentes\u201d.<\/p>\n<p>Ela defende que o trabalho n\u00e3o se resume \u00e0 defici\u00eancia. \u201cA minha defici\u00eancia \u00e9 s\u00f3 um detalhe. N\u00e3o s\u00e3o as minhas m\u00e3os que fazem os vestidos, \u00e9 o meu c\u00e9rebro, \u00e9 o meu olhar, \u00e9 a minha criatividade\u201d.<\/p>\n<h2>\u201cPodem perguntar!\u201d<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Carolina Belfort\/Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Dia da pessoa com defici\u00eancia. A professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Carolina Belfort \u00e9 cadeirante e d\u00e1 aulas no Riacho Fundo (DF). Foto: Carolina Belfort\/Arquivo Pessoal\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/3HPblw7WE7LTSLxriY0w3OJ7gDw=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-18_at_12.34.15.jpeg?itok=r2vpJUmW\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Carolina Belfort \u00e9 cadeirante e d\u00e1 aulas no Riacho Fundo (DF). Foto: <strong>Carolina Belfort\/Arquivo Pessoal<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Tamb\u00e9m de criatividade \u00e9 refinada a paix\u00e3o da professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica maranhense Carolina Belfort, de 40 anos.<\/strong> O est\u00edmulo ao movimento e \u00e0 sa\u00fade encanta alunos de diferentes faixas et\u00e1rias na escola p\u00fablica em que atua, no Riacho Fundo, regi\u00e3o perif\u00e9rica do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Cadeirante, no primeiro dia de aula, ela pede que os alunos perguntem \u00e0 vontade tudo o que quiserem. Abertamente, Carolina explica que perdeu o movimento das pernas ainda crian\u00e7a depois de um tiro acidental dentro de casa. \u201cCom o tempo, eles nem se lembram mais desse assunto\u201d.<\/p>\n<p>A professora est\u00e1 acostumada a receber abra\u00e7os e beijos das crian\u00e7as apaixonadas pela forma empolgada que ensina esportes e valoriza a atividade, momento t\u00e3o esperado da semana. Ela explica aos pequenos e grandes que \u00e9 necess\u00e1rio ficar longe de telas. \u201cPara tirar do celular, tem que tirar de casa\u201d.<\/p>\n<p>Na escola, al\u00e9m dos esportes, Carolina estimula a crian\u00e7ada para a dan\u00e7a. Inclusive nos intervalos. \u201cEles amam\u201d. Ela mesma testemunha que, durante o seu per\u00edodo escolar, n\u00e3o se sentiu inclu\u00edda nas atividades. \u201cEles n\u00e3o sabiam como orientar e eles tinham medo de eu me machucar\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Obst\u00e1culos que ela sentiu tanto por causa da defici\u00eancia como por ser mulher, segundo avalia. \u201cA chave foi virada. Foram muitas batalhas porque existe o capacitismo. Eu tenho que me provar duas vezes\u201d. O sonho dela \u00e9 futuramente trabalhar de forma especializada com outras pessoas com defici\u00eancia para estimul\u00e1-las a olhar a vida de outra forma.<\/p>\n<h2>Nas \u00e1guas<\/h2>\n<p><strong>Dentro da \u00e1gua, a vida passa em alta velocidade para a funcion\u00e1ria p\u00fablica e arquivista brasiliense Daniela Francescutti, de 56 anos. Desde 2007, a paix\u00e3o pela nata\u00e7\u00e3o, que representava sa\u00fade e divers\u00e3o, ficou ainda mais s\u00e9ria para ela, que \u00e9 uma atleta surda.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ela participa de competi\u00e7\u00f5es masters de nata\u00e7\u00e3o. \u201cGosto de nadar borboleta, medley e provas longas (800 metros e 1,5 mil metros livres)\u201d. Ficou em sexto lugar logo no primeiro ano na prova mais longa. \u201cO que j\u00e1 foi meu ouro\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Daniela Francescutti\/Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Dia da pessoa com defici\u00eancia. A funcion\u00e1ria p\u00fablica Daniela Francescutti participa de competi\u00e7\u00f5es masters de nata\u00e7\u00e3o. Foto: Daniela Francescutti\/Arquivo Pessoal\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/G4TTlneja3GgsSYhO_4f6beLTu8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-19_at_00.51.14.jpeg?itok=N_Z90_gz\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A funcion\u00e1ria p\u00fablica Daniela Francescutti participa de competi\u00e7\u00f5es masters de nata\u00e7\u00e3o. Foto: <strong>Daniela Francescutti\/Arquivo Pessoal<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em 2013, arriscou-se tamb\u00e9m em \u00e1guas abertas. Oito anos depois, a Federa\u00e7\u00e3o Brasiliense Desportiva dos Surdos a convidou para competir oficialmente. \u201cDesde 2021, represento o DF nas competi\u00e7\u00f5es nacionais de surdos\u201d.\u00a0 Neste ano, em Guaiaquil (Equador), voltou com tr\u00eas medalhas do Open Panamericano. A delega\u00e7\u00e3o brasileira trouxe 24 medalhas.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de participar de competi\u00e7\u00f5es mudou completamente a vida dela. Mudou a alimenta\u00e7\u00e3o, o sono e passou a querer colaborar com a equipe.<\/p>\n<p>\u201cDecidi cortar o a\u00e7\u00facar e foi a melhor coisa que fiz. Eu treino em piscina coberta \u00e0s 7h da manh\u00e3. O sol me aquece quando eu saio da academia a caminho do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser uma atleta competidora, o esporte tem um significado que vai al\u00e9m das medalhas.\u00a0 \u201cPara mim, a nata\u00e7\u00e3o \u00e9 meu templo de paz. \u00c9 nela que busco a paz interior\u201d.<\/p>\n<h2>Letramento<\/h2>\n<p><strong>A secret\u00e1ria nacional dos direitos da pessoa com defici\u00eancia, Isadora Nascimento, defende que o Brasil precisa de um letramento sobre o que \u00e9 o capacitismo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cMuitas vezes, as pessoas reproduzem sem se darem conta. A gente tem feito campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o para trazer o conceito na pr\u00e1tica de forma simples\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela exemplifica que termos como \u201csurdo\u201d e \u201ccego\u201d s\u00e3o usados de forma pejorativa em xingamentos. A secret\u00e1ria explica que \u00e9 necess\u00e1rio levar o assunto para a escola e tamb\u00e9m promover campanhas sistem\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Na emerg\u00eancia por garantia de direitos, Isadora Nascimento entende que marcadores sociais devem ser levados em conta. \u201cUma mulher negra com defici\u00eancia, que \u00e9 o meu caso, enfrenta mais camadas de opress\u00e3o do que uma mulher branca. Ou ent\u00e3o uma pessoa LGBT com defici\u00eancia tamb\u00e9m vai enfrentar. A gente precisa entender onde est\u00e3o essas pessoas\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Ela diz que \u00e9 necess\u00e1rio melhorar esse mapeamento para ampliar pol\u00edticas p\u00fablicas necess\u00e1rias de inclus\u00e3o. Por mais direitos e oportunidades das pessoas serem o que quiserem.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuando sinto o calor do sol da manh\u00e3 na pele, me d\u00e1 vontade de fotografar. Gosto das frestas de luz que se formam aqui em casa\u201d. O calor do dia ilumina o fot\u00f3grafo mineiro Luciano Ambr\u00f3sio, de 57 anos, morador da Ceil\u00e2ndia (DF), para cada detalhe.\u00a0 Luciano resolveu captar a rotina de forma especial em &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":39900,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-39898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39898"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39901,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39898\/revisions\/39901"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}