
{"id":38814,"date":"2026-08-10T14:48:28","date_gmt":"2026-08-10T17:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=38814"},"modified":"2026-08-10T14:48:28","modified_gmt":"2026-08-10T17:48:28","slug":"redes-sociais-ajudam-a-despertar-interesse-por-livros-diz-escritora-livro-e-uma-ocasiao-para-conversar-diz-carla-madeira-na-flipelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/redes-sociais-ajudam-a-despertar-interesse-por-livros-diz-escritora-livro-e-uma-ocasiao-para-conversar-diz-carla-madeira-na-flipelo\/","title":{"rendered":"Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora &#8220;Livro \u00e9 uma ocasi\u00e3o para conversar&#8221;, diz Carla Madeira na Flipel\u00f4"},"content":{"rendered":"<p>Centenas de pessoas se reuniram no hist\u00f3rico Largo do Pelourinho, em Salvador, em pleno s\u00e1bado \u00e0 noite, para ouvir uma das autoras mais lidas do pa\u00eds. Convidada da Festa Liter\u00e1ria Internacional do Pelourinho (Flipel\u00f4), a escritora mineira Carla Madeira \u2014 voz por tr\u00e1s de obras como\u00a0<em>Tudo \u00e9 Rio<\/em>,\u00a0<em>A Natureza da Mordida<\/em>\u00a0e\u00a0<em>V\u00e9spera<\/em>\u00a0\u2014 defendeu que \u201clivro \u00e9 uma ocasi\u00e3o de conversar\u201d.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1699174&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1699174&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Escritora de fic\u00e7\u00e3o mais lida do Brasil, com mais de 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias vendidas, ela celebrou o fato de mais brasileiros estarem lendo e o crescente h\u00e1bito de debater obras em clubes de leitura e nas redes sociais.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs pessoas est\u00e3o descobrindo que \u00e9 legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir, entrar com outras vozes, cruzar livros, cruzar informa\u00e7\u00f5es, criticar, aplaudir, est\u00e1 tudo valendo. E isso \u00e9 maravilhoso porque \u00e9 um exerc\u00edcio de troca e tem uma riqueza de ampliar a consci\u00eancia\u201d, refor\u00e7ou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para ela, a amplia\u00e7\u00e3o dos clubes de livros e de festivais de literatura ajuda a aumentar o interesse pela leitura.<\/p>\n<p>\u201cIsso est\u00e1 sendo festejado, est\u00e1 sendo ampliado. E as redes sociais t\u00eam um papel superimportante nisso\u201d, completou.<\/p>\n<p>No entanto, apesar do maior interesse pelos livros, a escritora acredita que o brasileiro ainda l\u00ea pouco, no universo de um pa\u00eds com 220 milh\u00f5es de pessoas:<\/p>\n<p>\u201cQuando se confrontam os n\u00fameros do mercado editorial a esse dado demogr\u00e1fico, n\u00e3o h\u00e1 como negar que o brasileiro l\u00ea pouco. Mas tem muitas quest\u00f5es envolvidas nisso que v\u00e3o desde a educa\u00e7\u00e3o formal e o incentivo \u00e0 leitura at\u00e9 o acesso ao livro e locais para se ler\u201d, disse ela \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/flipelo-2026\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt; Clique aqui e confira a cobertura da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0na Flipel\u00f4 2026<\/a><\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, pouco antes de conversar com o p\u00fablico da Flipel\u00f4, a escritora ressaltou que \u00e9 importante haver pol\u00edticas p\u00fablicas para incentivar e aumentar o acesso aos livros.<\/p>\n<p>Em 2024, a pesquisa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.prolivro.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Apresenta%C3%A7%C3%A3o_Retratos_da_Leitura_2024_13-11_SITE.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Retratos da Leitura no Brasil<\/a>, do Instituto Pr\u00f3-Livro, apontou que 47% da popula\u00e7\u00e3o com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milh\u00f5es de pessoas. Mas a maioria, 53%, n\u00e3o havia lido sequer parte de um livro nos tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 falando de uma realidade que \u00e9 muitas vezes diferente de uma certa bolha ali que tem condi\u00e7\u00e3o de ter acesso a livro, que tem uma casa ou que tem um quarto, que tem uma luz \u00e0 noite adequada. E a\u00ed vai um monte de quest\u00f5es sociais que eu acho que tem impacto sobre isso\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2>Novo livro<\/h2>\n<p>Durante a mesa na Flipel\u00f4, que atraiu um grande p\u00fablico para o Largo do Pelourinho, a escritora mineira contou que seu novo livro\u00a0<em>Quando<\/em>\u00a0ser\u00e1 lan\u00e7ado ainda neste m\u00eas.<\/p>\n<p>A obra aborda a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e que denuncia seu pr\u00f3prio filho \u00e0 pol\u00edcia e foi escrita no momento em que Carla Madeira vivenciava tr\u00eas lutos em sequ\u00eancia: a morte de sua m\u00e3e, de seu psicanalista e de sua s\u00f3cia.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Quando<\/em>\u00a0come\u00e7ou muito caoticamente. N\u00e3o tem nada a ver com essa hist\u00f3ria, com esse luto, eu n\u00e3o fa\u00e7o autofic\u00e7\u00e3o. Mas nesse per\u00edodo eu comecei a ler e comecei a querer uma linguagem para dar conta do real. Acho que toda emo\u00e7\u00e3o est\u00e1 no corpo. Todo corpo afetado, perturbado, ele quer buscar retornar um estado de equil\u00edbrio, de regularidade. Ent\u00e3o, qual \u00e9 o recurso que ele tem? A linguagem. A gente vai l\u00e1 na linguagem para reorganizar o corpo\u201d.<\/p>\n<p>O novo livro, contou ela, fala sobre uma m\u00e3e doente que espera pelo reencontro com seu filho.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEla est\u00e1 para morrer e espera rever esse filho que ela n\u00e3o v\u00ea h\u00e1 20 anos. Nessa espera, a gente come\u00e7a a conhecer o que aconteceu antes, em 1986, que \u00e9 aquele per\u00edodo em que o Brasil volta a ter elei\u00e7\u00f5es diretas. O livro se passa nesse per\u00edodo, com as heran\u00e7as da ditadura ainda ali presentes\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este \u00e9, segundo Carla Madeira, mais um livro sobre um tema que lhe \u00e9 muito caro: a maternidade.<\/p>\n<p>\u201cA maternidade \u00e9 uma coisa que est\u00e1 muito presente nos meus livros. N\u00e3o s\u00f3 a maternidade, mas essa ideia da fam\u00edlia como um lugar fundante, um primeiro lugar que nos recebe no mundo e que vai ser determinante \u2013 para o bem ou para o mal. \u00c9 ali onde acontecem os primeiros pactos civilizat\u00f3rios. \u00c9 onde come\u00e7amos a ter nossa primeira vis\u00e3o de mundo\u201d.<\/p>\n<p>A d\u00e9cima edi\u00e7\u00e3o da Flipel\u00f4 come\u00e7ou na \u00faltima quarta-feira (5) e termina neste domingo.\u00a0<a href=\"https:\/\/flipelo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui e saiba mais sobre a festa<\/a>.<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter e a fot\u00f3grafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipel\u00f4 2026.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de pessoas se reuniram no hist\u00f3rico Largo do Pelourinho, em Salvador, em pleno s\u00e1bado \u00e0 noite, para ouvir uma das autoras mais lidas do pa\u00eds. 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