
{"id":38280,"date":"2026-07-20T12:56:16","date_gmt":"2026-07-20T15:56:16","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=38280"},"modified":"2026-07-20T12:56:16","modified_gmt":"2026-07-20T15:56:16","slug":"projeto-mobiliza-bibliotecas-no-combate-a-violencia-de-genero-iniciativa-atua-junto-a-bibliotecas-comunitarias-e-escolares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/projeto-mobiliza-bibliotecas-no-combate-a-violencia-de-genero-iniciativa-atua-junto-a-bibliotecas-comunitarias-e-escolares\/","title":{"rendered":"Projeto mobiliza bibliotecas no combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero Iniciativa atua junto a bibliotecas comunit\u00e1rias e escolares"},"content":{"rendered":"<p>Entender as bibliotecas como um espa\u00e7o para al\u00e9m do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como um lugar de conscientiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do pensamento cr\u00edtico, \u00e9 o que levou a pesquisadora Luciane Cavalcante a criar o projeto Medeia.Info. Uma iniciativa de media\u00e7\u00e3o cultural em bibliotecas, focada no enfrentamento a viol\u00eancia de g\u00eanero.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1696966&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1696966&amp;o=node\" \/><\/p>\n<blockquote><p>\u201cA gente precisa entender que o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o tem que tamb\u00e9m vir potencializado de ferramentas para estruturar essa informa\u00e7\u00e3o para um uso. Ent\u00e3o, por exemplo, eu posso colocar livros que falam sobre feminic\u00eddio, que falam sobre viol\u00eancia, mas o que eu posso fazer de atividade dentro das bibliotecas?\u201d, explicou a pesquisadora.<\/p><\/blockquote>\n<p>Com forma\u00e7\u00e3o em biblioteconomia, Luciane Cavalcante conta que atuou como docente nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Londrina. Durante uma orienta\u00e7\u00e3o, a pergunta de\u00a0uma aluna sobre o papel das bibliotecas comunit\u00e1rias no combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero a provocou.<\/p>\n<p>\u201cFoi nessa parte que eu comecei a me envolver com os estudos de g\u00eanero e com os estudos feministas, com as perspectivas latino-americanas em rela\u00e7\u00e3o a essa quest\u00e3o. E, a\u00ed, eu comecei a envolver pesquisas para entender melhor o que as bibliotecas fazem em rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d.<\/p>\n<h2>Bibliotecas escolares<\/h2>\n<p>As a\u00e7\u00f5es do projeto Medeia.Info incluem\u00a0palestras, cursos e debates voltados a profissionais que atuam em bibliotecas e outros espa\u00e7os culturais. A proposta \u00e9 abordar\u00a0como esses profissionais podem n\u00e3o apenas aprender a reconhecer as manifesta\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a viol\u00eancia de g\u00eanero como tamb\u00e9m a conduzir a\u00e7\u00f5es de combate e conscientiza\u00e7\u00e3o a partir da cultura.<\/p>\n<p>Entre os jovens em idade escolar do sexo masculino, a dissemina\u00e7\u00e3o de termos mis\u00f3ginos, popularizados na internet atrav\u00e9s de conte\u00fados masculinistas, vem ascendendo um alerta nas escolas. Essa ideologia, que prega a superioridade do homem dentro de uma \u201chierarquia social\u201d, ganhou for\u00e7a no meio digital pela capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o e alcance da internet.<\/p>\n<p>Segundo a\u00a0pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024,\u00a0<strong>83% das crian\u00e7as e dos adolescentes de 9 a 17 anos que usam internet no pa\u00eds t\u00eam ao menos um perfil em redes sociais<\/strong>, e s\u00e3o alvos f\u00e1ceis desse tipo de conte\u00fado, por ser um per\u00edodo importante para a forma\u00e7\u00e3o da identidade e da consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Luciane Cavalcante conta que um dos trabalhos realizado nos projetos \u00e9 voltado justamente a bibliotecas escolares, pensando em atividades e media\u00e7\u00f5es para crian\u00e7as e adolescentes que estimulem a participa\u00e7\u00e3o e a conscientiza\u00e7\u00e3o social tamb\u00e9m por meios l\u00fadicos.<\/p>\n<p>\u201cHoje, com a quest\u00e3o dos jogos digitais, os adolescentes s\u00e3o muito chamados a isso. Ent\u00e3o, por exemplo, por que n\u00e3o colocar para os\u00a0adolescentes para criarem um jogo de enfrentamento?\u201d, diz ela, mas pontua que a falta de recursos de muitos espa\u00e7os \u00e9 um desafio para o projeto.<\/p>\n<p>\u201cNo contexto escolar, infelizmente, muitas bibliotecas ainda s\u00e3o relegadas, ent\u00e3o, \u00e9 importante tamb\u00e9m essa constru\u00e7\u00e3o conjunta disso. Trabalhar com as crian\u00e7as \u00e9 important\u00edssimo, mas o bibliotec\u00e1rio n\u00e3o vai conseguir fazer isso sozinho\u201d.<\/p>\n<h2>Inciativa Medeia.Info<\/h2>\n<p>O projeto \u00e9 vinculado ao Instituto Brasileiro de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia (BICT), com apoio de outras institui\u00e7\u00f5es, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPQ) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).<\/p>\n<p>Nas redes sociais, o principal trabalho \u00e9 a democratiza\u00e7\u00e3o de pesquisas, traduzindo artigos acad\u00eamicos complexos para uma linguagem clara e contempor\u00e2nea, com o apoio de profissionais do servi\u00e7o social, da psicologia e do direito. J\u00e1 presencialmente, o projeto realiza cursos de extens\u00e3o e outras a\u00e7\u00f5es na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 expandir para outras bibliotecas, trabalhar em parcerias com bibliotecas escolares, com universit\u00e1rias e comunit\u00e1rias, porque \u00e9 um elo diferente. Elas partem da pr\u00f3pria necessidade daquela comunidade, \u00e9\u00a0 uma constru\u00e7\u00e3o social daquela comunidade\u201d, finalizou Luciane Cavalcante.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entender as bibliotecas como um espa\u00e7o para al\u00e9m do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como um lugar de conscientiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do pensamento cr\u00edtico, \u00e9 o que levou a pesquisadora Luciane Cavalcante a criar o projeto Medeia.Info. 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