
{"id":36317,"date":"2026-04-20T20:33:39","date_gmt":"2026-04-20T23:33:39","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=36317"},"modified":"2026-04-20T20:33:39","modified_gmt":"2026-04-20T23:33:39","slug":"sururu-fara-parte-do-cardapio-de-escolas-municipais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/sururu-fara-parte-do-cardapio-de-escolas-municipais\/","title":{"rendered":"Sururu far\u00e1 parte do card\u00e1pio de escolas municipais"},"content":{"rendered":"<p><em>Projeto-piloto em cinco unidades de ensino alia nutri\u00e7\u00e3o e cultura para impulsionar economia local<\/em><\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Uma forma\u00e7\u00e3o realizada na \u00faltima sexta-feira (17) marca o in\u00edcio de uma nova etapa na pol\u00edtica de alimenta\u00e7\u00e3o escolar da rede p\u00fablica municipal de ensino. A Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Macei\u00f3 (Semed) deu o primeiro passo para incluir o sururu no card\u00e1pio das escolas, unindo nutri\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o cultural e fortalecimento da economia local. O marisco \u00e9 reconhecido como Patrim\u00f4nio Imaterial de Alagoas.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">A capacita\u00e7\u00e3o reuniu merendeiras das cinco unidades de ensino, as escolas municipais Nosso Lar, Deraldo Campos, Rui Palmeira, Lindolfo Collor e Silvestre P\u00e9ricles, que participar\u00e3o do projeto-piloto \u201cSururu na escola: inclus\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o\u201d. A forma\u00e7\u00e3o ocorreu na Escola Nosso Lar e foi conduzida pela merendeira e gastr\u00f3loga da Semed, Raquel Vieira.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">A profissional conta que o marisco ser\u00e1 inclu\u00eddo no card\u00e1pio escolar de quatro maneiras: frito, com legumes, em forma de moqueca e de macarronada. &#8220;Para as crian\u00e7as e adultos que ir\u00e3o provar pela primeira vez, a gente est\u00e1 trazendo o sururu na forma de moqueca, usando leite de coco, o sururu frito e a macarronada de sururu\u201d, diz Raquel<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">E completa: \u201cSabemos que o sururu tem um sabor bem caracter\u00edstico e queremos diversificar o preparo. O que trouxemos de diferente para os pratos? O gengibre e a pimenta de cheiro, que podem ser usados tranquilamente na alimenta\u00e7\u00e3o escolar e, da forma que prepararemos, n\u00e3o vai ter ardor, apenas o sabor&#8221;.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">A coordenadora-t\u00e9cnica de Nutri\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Alimentar da Semed, Ana Denise Cotrim, explica que a previs\u00e3o \u00e9 introduzir o alimento no card\u00e1pio a partir de maio, com a compra inicial, com recursos pr\u00f3prios, de cerca de 280 quilos mensais do produto, para atender aproximadamente tr\u00eas mil alunos das cinco escolas contempladas. Na primeira fase, o alimento dever\u00e1 ser servido uma vez por m\u00eas.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Ana Denise destaca que o projeto foi estruturado com base em crit\u00e9rios rigorosos de qualidade e seguran\u00e7a alimentar. \u201cA proposta \u00e9 avan\u00e7ar com responsabilidade, garantindo qualidade nutricional e respeito \u00e0s normas sanit\u00e1rias, ao mesmo tempo em que fortalecemos a economia local e valorizamos a cultura alimentar do nosso estado\u201d, revela.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><strong data-base-font=\"18\">Experi\u00eancia e resgate<\/strong><\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Uma das participantes da forma\u00e7\u00e3o, Roseneide dos Santos, merendeira da Nosso Lar, falou sobre a import\u00e2ncia de inserir o marisco, que faz parte da hist\u00f3ria de Alagoas, na merenda escolar. \u201cAs escolas ainda ir\u00e3o fazer a experi\u00eancia, mas creio que ser\u00e1 aceito pelos estudantes. Inclusive, porque muitas fam\u00edlias dos nossos alunos t\u00eam renda e o sustento atrav\u00e9s do sururu. Ent\u00e3o, para eles comerem aqui na escola vai ser algo novo, uma experi\u00eancia\u201d, ressalta.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">O farmac\u00eautico Eduardo Peglow, doutorando em ci\u00eancias da sa\u00fade e seguran\u00e7a alimentar pela Universidade Federal do Rio Grande, experimentou pela primeira vez o sururu. Ele, que est\u00e1 acompanhando algumas iniciativas da Semed, destacou a experi\u00eancia gastron\u00f4mica, bem como o resgate da alimenta\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">\u201cProvei pela primeira vez o caldinho de sururu e achei maravilhoso! Acho que \u00e9 algo que pode ser inclu\u00eddo na escola, porque muitas vezes se perde essa quest\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o mais regional, mais cultural, e as crian\u00e7as v\u00e3o levar essa cultura de volta para suas fam\u00edlias. Al\u00e9m disso, a escola tem um papel muito importante para atingir a seguran\u00e7a alimentar, uma vez que, infelizmente, muitas fam\u00edlias ainda vivem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade\u201d, pontua.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><strong data-base-font=\"18\">Visitas t\u00e9cnicas e impactos socioecon\u00f4micos<\/strong><\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Antes da implanta\u00e7\u00e3o do projeto piloto, as equipes da secretaria realizaram visitas \u00e0 Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris), que vai fornecer o marisco, para compreender a cadeia produtiva do sururu e viabilizar a compra direta das trabalhadoras locais.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">A medida segue as diretrizes da Comiss\u00e3o de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos ), iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal para viabilizar a compra de alimentos produzidos por comunidades tradicionais, a exemplo de pescadores, marisqueiras, ind\u00edgenas, quilombolas e ribeirinhos, por meio do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE).<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Os impactos econ\u00f4micos da a\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados promissores. De acordo com a coordenadora de Nutri\u00e7\u00e3o da Semed, a maior comercializa\u00e7\u00e3o mensal registrada pela cooperativa fornecedora girava em torno de R$ 2,5 mil. Com a entrada das escolas municipais no processo de compra, a estimativa \u00e9 que esse valor alcance cerca de R$ 13 mil mensais, ampliando significativamente a renda das marisqueiras.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">\u201cAl\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico, a proposta refor\u00e7a a identidade cultural alagoana dentro do ambiente escolar, aproximando os estudantes de alimentos t\u00edpicos da regi\u00e3o e promovendo a educa\u00e7\u00e3o alimentar baseada na realidade local. Nossa expectativa \u00e9 que, ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o do projeto piloto, a iniciativa possa ser expandida para outras unidades da rede municipal, consolidando o sururu como um elemento permanente na alimenta\u00e7\u00e3o escolar de Macei\u00f3&#8221;, finalizou Ana Denise.<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Fonte: Ascom Semed<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto-piloto em cinco unidades de ensino alia nutri\u00e7\u00e3o e cultura para impulsionar economia local Uma forma\u00e7\u00e3o realizada na \u00faltima sexta-feira (17) marca o in\u00edcio de uma nova etapa na pol\u00edtica de alimenta\u00e7\u00e3o escolar da rede p\u00fablica municipal de ensino. 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