
{"id":35858,"date":"2026-04-01T14:28:51","date_gmt":"2026-04-01T17:28:51","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=35858"},"modified":"2026-04-01T14:28:51","modified_gmt":"2026-04-01T17:28:51","slug":"secult-e-ufal-unem-tecnologia-e-memoria-na-digitalizacao-de-obras-raras-da-biblioteca-publica-estadual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/secult-e-ufal-unem-tecnologia-e-memoria-na-digitalizacao-de-obras-raras-da-biblioteca-publica-estadual\/","title":{"rendered":"Secult e Ufal unem tecnologia e mem\u00f3ria na digitaliza\u00e7\u00e3o de obras raras da Biblioteca P\u00fablica Estadual"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Iniciativa amplia o acesso ao acervo hist\u00f3rico e preserva exemplares \u00fanicos que atravessam s\u00e9culos<\/h2>\n<p>No centro de Macei\u00f3, entre paredes que guardam ecos de outras \u00e9pocas, a Biblioteca P\u00fablica Estadual Graciliano Ramos abriga um verdadeiro tesouro. Cerca de 6 mil obras raras que contam, em sil\u00eancio, cap\u00edtulos fundamentais da hist\u00f3ria de Alagoas, do Brasil e do mundo. Agora, essas vozes antigas come\u00e7am a ganhar um novo formato e alcance com a digitaliza\u00e7\u00e3o do acervo, resultado de uma parceria in\u00e9dita entre a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A iniciativa conecta passado e futuro ao permitir que documentos fr\u00e1geis, antes acess\u00edveis apenas presencialmente e sob rigorosos cuidados, possam alcan\u00e7ar pesquisadores, estudantes e a sociedade de forma mais ampla, sem comprometer sua integridade f\u00edsica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse movimento dialoga diretamente com uma constru\u00e7\u00e3o que vem sendo feita ao longo dos anos. Em 2014, durante o processo de restaura\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o da biblioteca, foi identificada a exist\u00eancia de milhares de exemplares com caracter\u00edsticas raras. A partir da\u00ed, surgiu a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o, estudo e preserva\u00e7\u00e3o especializada desse material, culminando na estrutura\u00e7\u00e3o do setor de obras raras.<\/p>\n<p>Em 2015, a aprova\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de Desenvolvimento de Cole\u00e7\u00f5es consolidou diretrizes t\u00e9cnicas para a preserva\u00e7\u00e3o, cataloga\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao acervo, alinhando a biblioteca a par\u00e2metros nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os livros raros v\u00e3o al\u00e9m do conte\u00fado impresso. S\u00e3o objetos que carregam marcas do tempo, como encaderna\u00e7\u00f5es artesanais, tipos de papel j\u00e1 inexistentes, impress\u00f5es tipogr\u00e1ficas e at\u00e9 anota\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 m\u00e3o. Cada detalhe amplia as possibilidades de leitura e pesquisa, revelando aspectos culturais, cient\u00edficos e sociais de diferentes per\u00edodos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os exemplares mais antigos est\u00e1 a cole\u00e7\u00e3o Contos de Diogo de Couto, publicada em 1778, que registra os feitos portugueses no Oriente e se mant\u00e9m como fonte relevante para estudiosos da expans\u00e3o mar\u00edtima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o surge, nesse cen\u00e1rio, como um desdobramento natural do trabalho de preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o desse acervo hist\u00f3rico. Ao transformar p\u00e1ginas delicadas em arquivos digitais, a iniciativa protege os originais e, ao mesmo tempo, democratiza o acesso ao conhecimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEstamos diante de um trabalho que conecta gera\u00e7\u00f5es. Ao digitalizar essas obras, ampliamos o acesso ao conhecimento e cuidamos de um patrim\u00f4nio que pertence a todos os alagoanos. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o que dialoga com educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e identidade cultural\u201d, disse a secret\u00e1ria de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA atua\u00e7\u00e3o do governador Paulo Dantas tamb\u00e9m tem sido fundamental para viabilizar investimentos e articula\u00e7\u00f5es institucionais que tornam projetos como este poss\u00edveis, integrando cultura, ci\u00eancia e tecnologia em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o\u201d, completa a gestora.<\/p>\n<p>A supervisora da Biblioteca P\u00fablica Estadual Graciliano Ramos, Mira Dantas, tamb\u00e9m enfatiza a relev\u00e2ncia do projeto. \u201cCada obra rara que temos aqui carrega uma hist\u00f3ria \u00fanica. A digitaliza\u00e7\u00e3o permite que essas hist\u00f3rias cheguem mais longe, sem colocar em risco a preserva\u00e7\u00e3o dos exemplares. \u00c9 uma forma de garantir que esse acervo continue vivo e acess\u00edvel\u201d, falou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNeste primeiro momento, nosso foco est\u00e1 voltado para a digitaliza\u00e7\u00e3o das obras de autores alagoanos. S\u00e3o registros que ajudam a contar a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria, revelando aspectos da cultura, da literatura e da forma\u00e7\u00e3o do Estado. Garantir que esse material seja preservado e possa ser acessado por mais pessoas \u00e9 fundamental para manter viva a mem\u00f3ria de Alagoas\u201d, destaca Mira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Laborat\u00f3rio de Gest\u00e3o Eletr\u00f4nica de Documentos<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A parceria com a Ufal se concretiza por meio do Laborat\u00f3rio de Gest\u00e3o Eletr\u00f4nica de Documentos (Laged), inaugurado em 2024. O espa\u00e7o foi viabilizado com investimento de R$ 200 mil da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), em articula\u00e7\u00e3o com a Secretaria de Estado da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti). Equipado com tecnologia de ponta, o laborat\u00f3rio atende estudantes da gradua\u00e7\u00e3o em Biblioteconomia e do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o (PPGCI), al\u00e9m de colaborar com projetos de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse ambiente, onde o saber acad\u00eamico encontra a pr\u00e1tica, a digitaliza\u00e7\u00e3o do acervo raro da biblioteca se transforma tamb\u00e9m em campo de forma\u00e7\u00e3o profissional e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a coordenadora do Laged, professora doutora Rosaline Mota, o laborat\u00f3rio exerce papel central em todo o processo e tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica dos estudantes. \u201cO papel do Laged nesse processo de digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel, pois sem o Laged a gente n\u00e3o conseguiria fazer um trabalho t\u00e3o minucioso, t\u00e3o delicado e de tanta inova\u00e7\u00e3o como \u00e9 esse processo de digitaliza\u00e7\u00e3o das obras raras da Biblioteca P\u00fablica Estadual Graciliano Ramos\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsse processo de digitaliza\u00e7\u00e3o contribui de forma muito intensa para a preserva\u00e7\u00e3o, para a conserva\u00e7\u00e3o dos documentos que s\u00e3o raros e que as pessoas passar\u00e3o a ter o acesso digital ao inv\u00e9s do acesso f\u00edsico, porque esse acesso f\u00edsico envolve o manuseio humano, ele envolve retirada, movimenta\u00e7\u00e3o das obras raras e tudo isso, tendo em vista que o material j\u00e1 \u00e9 bem antigo, faz com que essas obras se deteriorem ainda mais\u201d, falou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea coloca esse acervo de forma digital, voc\u00ea permite a conserva\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o dessas obras, porque as pessoas v\u00e3o poder acessar a partir de uma base de dados digital\u201d, destacou a professora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rosaline Mota tamb\u00e9m evidencia o impacto da parceria na forma\u00e7\u00e3o dos estudantes. \u201cEssa parceria com a Secult com certeza impacta na forma\u00e7\u00e3o dos estudantes, tanto da gradua\u00e7\u00e3o em biblioteconomia quanto da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o, porque n\u00f3s desenvolvemos nesse semestre uma atividade curricular de extens\u00e3o que trata justamente do processo de digitaliza\u00e7\u00e3o dessas obras raras. Os estudantes que est\u00e3o tendo contato com esse acervo conseguem ter uma forma\u00e7\u00e3o mais completa, mais robusta e estar\u00e3o aptos, no futuro breve, a atuar diretamente em projetos como esses\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Ela destacou o protagonismo da biblioteca e da Secult. \u201cA Biblioteca P\u00fablica Estadual Graciliano Ramos est\u00e1 na vanguarda, \u00e9 pioneira com essa iniciativa. A Secult est\u00e1 de parab\u00e9ns, porque mostra um movimento pol\u00edtico de preserva\u00e7\u00e3o documental e de uma parcela significativa da hist\u00f3ria, da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do estado de Alagoas\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para ela, do ponto de vista acad\u00eamico e cultural, ampliar esse acervo significa disponibilizar a toda a popula\u00e7\u00e3o um rico acervo e uma hist\u00f3ria muito marcante dos autores alagoanos. \u201cN\u00f3s temos obras rar\u00edssimas, obras que merecem ter o conhecimento do p\u00fablico e que retratam o que \u00e9 a nossa cultura, a nossa religiosidade, enfim, uma s\u00e9rie de aspectos das viv\u00eancias alagoanas\u201d, falou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante, muito importante mesmo, a gente ter uma profissional como a Mira Dantas, bibliotec\u00e1ria, respons\u00e1vel por esse acervo, porque ela tamb\u00e9m \u00e9 fruto da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biblioteconomia e Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o. A gente consegue observar que n\u00f3s formamos esses profissionais e o mercado de trabalho absorve aqueles que t\u00eam relevado destaque, que \u00e9 o caso da Mira\u201d, destacou a doutora<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa amplia o acesso ao acervo hist\u00f3rico e preserva exemplares \u00fanicos que atravessam s\u00e9culos No centro de Macei\u00f3, entre paredes que guardam ecos de outras \u00e9pocas, a Biblioteca P\u00fablica Estadual Graciliano Ramos abriga um verdadeiro tesouro. 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