
{"id":35520,"date":"2026-03-13T09:04:57","date_gmt":"2026-03-13T12:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/?p=35520"},"modified":"2026-03-13T09:04:57","modified_gmt":"2026-03-13T12:04:57","slug":"entre-linhas-as-doencas-do-nosso-tempo-nunca-estivemos-tao-conectados-e-ao-mesmo-tempo-tao-distantes-uns-dos-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/entre-linhas-as-doencas-do-nosso-tempo-nunca-estivemos-tao-conectados-e-ao-mesmo-tempo-tao-distantes-uns-dos-outros\/","title":{"rendered":"Entre Linhas&#8230; As doen\u00e7as do nosso tempo \u201cNunca estivemos t\u00e3o conectados \u2014 e, ao mesmo tempo, t\u00e3o distantes uns dos outros.\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">H\u00e1 doen\u00e7as que aparecem nos exames, nos consult\u00f3rios e nas receitas m\u00e9dicas. S\u00e3o diagnosticadas, tratadas, acompanhadas. Mas existem outras \u2014 silenciosas \u2014 que caminham pelas ruas, sentam-se nas salas de estar, atravessam as telas dos celulares e se instalam, discretamente, na vida das pessoas. S\u00e3o as doen\u00e7as do nosso tempo. A primeira delas talvez seja a pressa. Uma urg\u00eancia constante que parece ter tomado conta de tudo. As pessoas correm de um compromisso para outro, respondem mensagens sem terminar de ler, conversam olhando para o rel\u00f3gio. A vida virou uma corrida onde quase ningu\u00e9m sabe exatamente para onde est\u00e1 indo. Outra doen\u00e7a que cresce \u00e9 a solid\u00e3o. Paradoxalmente, nunca estivemos t\u00e3o conectados. Telas acesas, redes sociais movimentadas, notifica\u00e7\u00f5es chegando a cada instante. Ainda assim, h\u00e1 cora\u00e7\u00f5es que passam dias inteiros sem ouvir uma palavra verdadeira, sem sentir a presen\u00e7a de algu\u00e9m disposto apenas a escutar. H\u00e1 tamb\u00e9m a ansiedade \u2014 esse peso invis\u00edvel que faz o futuro chegar antes da hora. Pessoas inquietas, noites mal dormidas, pensamentos acelerados, como se viver o presente j\u00e1 n\u00e3o bastasse e fosse preciso carregar, de uma vez s\u00f3, todas as preocupa\u00e7\u00f5es do amanh\u00e3. Mas talvez a mais perigosa das doen\u00e7as modernas seja a indiferen\u00e7a. Ela n\u00e3o causa febre nem deixa marcas vis\u00edveis, mas endurece o olhar e faz com que o sofrimento do outro passe despercebido, como se a dor alheia fosse sempre responsabilidade de algu\u00e9m distante. E assim o mundo segue: cheio de tecnologia, de velocidade e de informa\u00e7\u00e3o \u2014 e, ao mesmo tempo, cada vez mais carente de pausas, de escuta e de humanidade. Talvez a cura para muitas dessas doen\u00e7as n\u00e3o esteja nas farm\u00e1cias, mas em gestos simples: parar um pouco, olhar nos olhos, perguntar com sinceridade se algu\u00e9m est\u00e1 bem, redescobrir o valor da presen\u00e7a. Porque, no fundo, o que mais adoece o nosso tempo n\u00e3o \u00e9 o corpo. \u00c9 o sil\u00eancio que cresce entre as pessoas, mesmo quando estamos todos juntos.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">* Duse Leite \u00e9 jornalista<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 doen\u00e7as que aparecem nos exames, nos consult\u00f3rios e nas receitas m\u00e9dicas. S\u00e3o diagnosticadas, tratadas, acompanhadas. Mas existem outras \u2014 silenciosas \u2014 que caminham pelas ruas, sentam-se nas salas de estar, atravessam as telas dos celulares e se instalam, discretamente, na vida das pessoas. S\u00e3o as doen\u00e7as do nosso tempo. 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