
{"id":34483,"date":"2026-03-06T13:03:27","date_gmt":"2026-03-06T16:03:27","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=34483"},"modified":"2026-03-06T13:03:27","modified_gmt":"2026-03-06T16:03:27","slug":"industria-nacional-avanca-18-em-janeiro-maior-alta-desde-junho-de-2024-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/industria-nacional-avanca-18-em-janeiro-maior-alta-desde-junho-de-2024-mostra-ibge\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria nacional avan\u00e7a 1,8% em janeiro, maior alta desde junho de 2024, mostra IBGE"},"content":{"rendered":"<p>As principais influ\u00eancias positivas foram dos setores de produtos qu\u00edmicos (6,2%) e de ve\u00edculos automotores (6,3%). Os dados foram divulgados nesta sexta (6), pelo IBGE<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial avan\u00e7ou 1,8% na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, eliminando parte do recuo de 2,5% acumulado de setembro a dezembro de 2025. Este foi o crescimento mais intenso desde junho de 2024 (4,4%). Em rela\u00e7\u00e3o a janeiro do ano anterior, a ind\u00fastria avan\u00e7ou 0,2% e interrompeu tr\u00eas meses consecutivos de queda na produ\u00e7\u00e3o: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%). A m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral em janeiro foi de -0,1%. Com esses resultados, a produ\u00e7\u00e3o industrial se encontra 1,8% acima do patamar pr\u00e9-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda est\u00e1 15,3% abaixo do n\u00edvel recorde alcan\u00e7ado em maio de 2011. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (6\/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>De acordo com Andr\u00e9 Macedo, gerente da PIM, o crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 pode ser parcialmente explicado pela queda mais intensa de dezembro de 2025 (-1,9%), a mais elevada desde mar\u00e7o de 2021 (-2,1%). \u201cNaquele m\u00eas, al\u00e9m do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se tamb\u00e9m uma maior frequ\u00eancia de f\u00e9rias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no in\u00edcio do ano, ocorre uma recupera\u00e7\u00e3o de parte dessa perda\u201d.<\/p>\n<p>Macedo esclarece que, ainda assim, permanecem os efeitos da pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva, que se refletem principalmente nas taxas de juros elevadas. \u201cO avan\u00e7o registrado em janeiro de 2026 \u00e9 relevante, mas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Crescimento de 6,2% em produtos qu\u00edmicos puxa a alta da ind\u00fastria em janeiro<\/strong><\/h4>\n<p>No m\u00eas de janeiro, houve predom\u00ednio de taxas positivas, com avan\u00e7os nas quatro grandes categorias econ\u00f4micas e em 19 das 25 atividades industriais pesquisadas. Esse espalhamento n\u00e3o era observado desde junho de 2024, que registrou crescimento nas quatro grandes categorias econ\u00f4micas e em 23 das 25 atividades industriais.<\/p>\n<p>As principais influ\u00eancias positivas foram dos setores de produtos qu\u00edmicos (6,2%), ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (2,0%). Na atividade de produtos qu\u00edmicos, os produtos que mais impulsionam o resultado deste m\u00eas foram os adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas, todos ligados ao setor agr\u00edcola. No setor automobil\u00edstico, os destaques foram para caminh\u00f5es e autope\u00e7as.<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es positivas relevantes sobre o total da ind\u00fastria vieram de ind\u00fastrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (3,3%).<\/p>\n<p>Entre as seis atividades com influ\u00eancia negativa, o recuo mais importante veio de m\u00e1quinas e equipamentos (-6,7%), que registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 11,8%. \u201cNesta atividade, as principais perdas ficaram com bens de capital para fins industriais, grupamento relacionado aos investimentos para amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o das plantas industriais, e para fins agr\u00edcolas. Lembrando que o comportamento negativo do setor guarda rela\u00e7\u00e3o com o movimento de aumento de taxas de juros\u201d, explica Macedo.<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, ainda na compara\u00e7\u00e3o com dezembro, bens de consumo dur\u00e1veis (6,3%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2026 e eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos dois \u00faltimos meses de 2025. Os setores produtores de bens de capital (2,0%), de bens intermedi\u00e1rios (1,7%) e de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (1,2%) tamb\u00e9m mostraram crescimento neste m\u00eas, com o primeiro interrompendo dois meses consecutivos de queda, per\u00edodo em que acumulou perda de 7,9%; o segundo voltando a crescer ap\u00f3s acumular redu\u00e7\u00e3o de 3,8% nos quatro \u00faltimos meses de 2025; e o \u00faltimo eliminando o recuo de 0,8% registrado em dezembro de 2025.<\/p>\n<h3><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/h3>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/economicas\/industria\/9296-pesquisa-industrial-mensal-producao-fisica-regional.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PIM Brasil\u00a0<\/a>produz indicadores de curto prazo desde a d\u00e9cada de 1970 relativos ao comportamento do produto real das ind\u00fastrias extrativa e de transforma\u00e7\u00e3o. A partir de mar\u00e7o de 2023, teve in\u00edcio a divulga\u00e7\u00e3o da nova s\u00e9rie de \u00edndices mensais da produ\u00e7\u00e3o industrial, ap\u00f3s reformula\u00e7\u00e3o para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de pondera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices com base em estat\u00edsticas industriais mais recentes; atualiza\u00e7\u00e3o do ano base de refer\u00eancia da pesquisa; e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas unidades da federa\u00e7\u00e3o na divulga\u00e7\u00e3o dos resultados regionais da pesquisa. Essas altera\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas s\u00e3o necess\u00e1rias e buscam incorporar as mudan\u00e7as econ\u00f4micas da sociedade.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa tamb\u00e9m podem ser consultados no banco de dados\u00a0<a href=\"https:\/\/sidra.ibge.gov.br\/pesquisa\/pim-pf-brasil\/tabelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sidra\u00a0<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: GOV.BR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As principais influ\u00eancias positivas foram dos setores de produtos qu\u00edmicos (6,2%) e de ve\u00edculos automotores (6,3%). Os dados foram divulgados nesta sexta (6), pelo IBGE A produ\u00e7\u00e3o industrial avan\u00e7ou 1,8% na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, eliminando parte do recuo de 2,5% acumulado de setembro a dezembro de 2025. 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