
{"id":33316,"date":"2025-12-03T13:55:06","date_gmt":"2025-12-03T16:55:06","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=33316"},"modified":"2025-12-12T14:20:27","modified_gmt":"2025-12-12T17:20:27","slug":"politicas-publicas-retiram-105-milhoes-da-pobreza-e-extrema-pobreza-em-2023-24","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/politicas-publicas-retiram-105-milhoes-da-pobreza-e-extrema-pobreza-em-2023-24\/","title":{"rendered":"Pol\u00edticas p\u00fablicas retiram 10,5 milh\u00f5es da pobreza e extrema pobreza em 2023-24"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta (3\/12) consolida n\u00fameros que o Governo do Brasil j\u00e1 estimava. Sem as pol\u00edticas sociais, popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza teria aumentado. O caminho \u00e9 longo: Brasil ainda \u00e9 o segundo pa\u00eds mais desigual em termos de distribui\u00e7\u00e3o de renda<\/p>\n<ul class=\"resumo-noticia\">\n<li>\n<h4>Destaques<\/h4>\n<\/li>\n<li>Entre 2023 e 2024, a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na pobreza (linha US$ 6,85 PPC ou R$ 694 por m\u00eas) recuou de 27,3% em 2023 para 23,1%. Foi uma redu\u00e7\u00e3o de 4,2 pontos percentuais ou menos 8,6 milh\u00f5es de pessoas na pobreza. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de pessoas na extrema pobreza (linha US$ 2,15 PPC ou R$ 218 por m\u00eas) recuou de 4,4% para 3,5%, uma redu\u00e7\u00e3o de 0,9 ponto percentual, ou menos 1,9 milh\u00e3o de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Sem os benef\u00edcios de programas sociais, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas na extrema pobreza subiria de 3,5% para 10,0% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto a propor\u00e7\u00e3o da pobreza aumentaria de 23,1% para 28,7% em 2024.<\/li>\n<li>Cerca de 25,8% das pessoas de cor ou ra\u00e7a preta e 29,8% das pessoas pardas eram pobres, enquanto entre a popula\u00e7\u00e3o branca essa propor\u00e7\u00e3o era de 15,1%.<\/li>\n<li>Se a popula\u00e7\u00e3o idosa (60 anos ou mais de idade), que recebem aposentadorias e pens\u00f5es, n\u00e3o tivesse acesso a esses benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, a extrema pobreza nesse grupo passaria de 1,9% para 35,2% e a pobreza, de 8,3% para 52,2%.<\/li>\n<li>Em 2022, no Brasil, o rendimento dos 20% da popula\u00e7\u00e3o melhor remunerada era cerca de 11 vezes o dos 20% com os menores rendimentos. Entre quarenta pa\u00edses selecionados pela OCDE, o Brasil tem a segunda maior desigualdade nesta compara\u00e7\u00e3o, ficando atr\u00e1s apenas da Costa Rica (12,3 vezes).<\/li>\n<li>Na popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds, a propor\u00e7\u00e3o de pobres foi de 11,9%. Entre os desocupados, a pobreza atingia 47,6%. Al\u00e9m disso, menos de 0,6% das pessoas ocupadas foram consideradas extremamente pobres, enquanto entre os desocupados a extrema pobreza chegou a 13,7%.<\/li>\n<li>Em 2024, a pobreza foi maior entre os trabalhadores sem carteira assinada (20,4%) e por conta pr\u00f3pria (16,0%), e menor para os trabalhadores com carteira assinada (6,7%).<\/li>\n<li>A pobreza foi superior entre os trabalhadores da agropecu\u00e1ria (29,3%) e dos servi\u00e7os dom\u00e9sticos (22,9%) e inferior no setor de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais (4,6%).<\/li>\n<\/ul>\n<figure class=\"pull-center\"><figcaption>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre 2023 e 2024, considerando-se os par\u00e2metros propostos pelo Banco Mundial, a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em situa\u00e7\u00e3o de pobreza (com rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>inferior a US$ 6,85 PPC por dia, ou R$ 694 por m\u00eas) recuou de 27,3% para 23,1%, uma redu\u00e7\u00e3o de 8,6 milh\u00f5es de pessoas. Foi a terceira queda consecutiva deste indicador, que vem diminuindo, anualmente, desde 2022, ap\u00f3s atingir seu percentual mais alto em 2021 (36,8%), na pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas na extrema pobreza (rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>inferior a US$ 2,15 PPC por dia, ou R$ 218 por m\u00eas) recuou de 4,4% em 2023 para 3,5% em 2024, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,9 milh\u00f5es de pessoas extremamente pobres. S\u00e3o dados do cap\u00edtulo da S\u00edntese dos Indicadores Sociais sobre Padr\u00e3o de Vida e Distribui\u00e7\u00e3o de Rendimentos.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE somam-se \u00e0 pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), que na semana passada apontou queda hist\u00f3rica nos \u00edndices de desigualdade social no Brasil nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<th rowspan=\"2\">Ano<\/th>\n<th colspan=\"2\">Pessoas na extrema pobreza (US$ 2,15 PPC)<\/th>\n<th colspan=\"2\">Pessoas na pobreza (US$ 6,85 PPC)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th>(%)<\/th>\n<th>(mil pessoas)<\/th>\n<th>(%)<\/th>\n<th>(mil pessoas)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2012<\/td>\n<td>6,6<\/td>\n<td>12.985<\/td>\n<td>34,7<\/td>\n<td>68.390<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2013<\/td>\n<td>5,8<\/td>\n<td>11.597<\/td>\n<td>32,5<\/td>\n<td>64.469<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2014<\/td>\n<td>5,2<\/td>\n<td>10.380<\/td>\n<td>30,9<\/td>\n<td>61.771<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2015<\/td>\n<td>5,6<\/td>\n<td>11.384<\/td>\n<td>31,7<\/td>\n<td>63.963<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2016<\/td>\n<td>6,7<\/td>\n<td>13.697<\/td>\n<td>33,7<\/td>\n<td>68.545<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2017<\/td>\n<td>7,3<\/td>\n<td>14.937<\/td>\n<td>33,7<\/td>\n<td>69.085<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2018<\/td>\n<td>7,4<\/td>\n<td>15.178<\/td>\n<td>33,4<\/td>\n<td>68.812<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2019<\/td>\n<td>7,4<\/td>\n<td>15.276<\/td>\n<td>32,6<\/td>\n<td>67.540<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2020<\/td>\n<td>6,1<\/td>\n<td>12.613<\/td>\n<td>31,1<\/td>\n<td>64.737<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2021<\/td>\n<td>9,0<\/td>\n<td>18.886<\/td>\n<td>36,8<\/td>\n<td>76.977<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2022<\/td>\n<td>5,9<\/td>\n<td>12.329<\/td>\n<td>31,6<\/td>\n<td>66.494<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2023<\/td>\n<td>4,4<\/td>\n<td>9.282<\/td>\n<td>27,3<\/td>\n<td>57.572<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2024<\/td>\n<td>3,5<\/td>\n<td>7.354<\/td>\n<td>23,1<\/td>\n<td>48.948<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Extrema pobreza seria quase tr\u00eas vezes maior sem programas sociais<\/strong><\/h4>\n<p>Na hip\u00f3tese de n\u00e3o existirem os benef\u00edcios de programas sociais, a extrema pobreza teria sido 6,5 pontos percentuais (p.p.) maior: de 3,5% para 10,0% de pessoas extremamente pobres na popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. A aus\u00eancia dos programas sociais governamentais tamb\u00e9m elevaria a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres na popula\u00e7\u00e3o de 23,1% para 28,7%.<\/p>\n<p class=\"callout\">Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202511\/renda-70-maior-brasil-menor-nivel-historico-pobreza-desigualdade\" data-linktype=\"internal\" data-val=\"7bf248b2c144454296714f77afaab4cf\">\u2022 Com renda 70% maior, Brasil registra menor n\u00edvel hist\u00f3rico de pobreza e desigualdade<\/a><br \/>\n\u2022\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202512\/sem-acao-do-estado-pobreza-e-extrema-pobreza-teriam-aumentado-afirma-ibge\" data-linktype=\"internal\" data-val=\"59afa4d7bffa436a98a683a8375bbe5c\">Sem a\u00e7\u00e3o do Estado, pobreza e extrema pobreza teriam aumentado, afirma IBGE<\/a><\/p>\n<p>Em 2024, a manuten\u00e7\u00e3o dos valores pagos pelo programa Bolsa Fam\u00edlia em patamar superior ao per\u00edodo pr\u00e9-pandemia de COVID-19 colaborou para a continuidade da redu\u00e7\u00e3o da pobreza e da extrema pobreza. Al\u00e9m dos programas sociais, o maior dinamismo do mercado de trabalho tamb\u00e9m contribuiu para essa tend\u00eancia, especialmente na redu\u00e7\u00e3o da pobreza, mais impactada pela renda do trabalho, j\u00e1 que os rendimentos dos extremamente pobres t\u00eam maior participa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios de programas sociais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"image-richtext image-inline\" title=\"ibge_pobreza.png\" src=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202512\/ibge_pobreza.png\/@@images\/aa0134f0-77d5-40af-833f-479dfc7e9732.png\" alt=\"ibge_pobreza.png\" data-linktype=\"image\" data-scale=\"large\" data-val=\"d157c7c205594e539fab64495b7929d2\" \/><\/p>\n<p>Regionalmente, o Nordeste teve a maior redu\u00e7\u00e3o anual na propor\u00e7\u00e3o de pobres em sua popula\u00e7\u00e3o (linha de US$ 6,85 por dia): de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024, uma queda de 7,8 pontos percentuais. A propor\u00e7\u00e3o de pobres na Regi\u00e3o Sul foi a menor do pa\u00eds em 2024: 11,2%.<\/p>\n<h4><strong>Pretos, pardos e mulheres t\u00eam as maiores propor\u00e7\u00f5es de pessoas na pobreza<\/strong><\/h4>\n<p>Proporcionalmente, a pobreza atinge mais \u00e0s mulheres (24,0%) do que aos homens (22,2%). As taxas de pobreza e extrema pobreza chegaram, respectivamente, a 4,5% e 30,4%, entre as mulheres pretas ou pardas, enquanto entre os homens brancos os percentuais foram de 2,2% e 14,7%.<\/p>\n<p>As pessoas pretas e pardas, juntas, representavam 56,8% do total da popula\u00e7\u00e3o e 71,3% dos pobres do pa\u00eds. Entre as pessoas pretas, 25,8% eram pobres e, entre as pessoas pardas, 29,8% estavam nessa condi\u00e7\u00e3o, enquanto a preval\u00eancia da pobreza entre as pessoas brancas era de 15,1%. Cerca de 3,9% das pessoas de cor ou ra\u00e7a preta e 4,5% das pardas eram extremamente pobres em 2024 (contra 2,2% entre brancos).<\/p>\n<h4><strong>Metade dos aposentados e pensionistas idosos estariam na pobreza sem a Previd\u00eancia Social<\/strong><\/h4>\n<p>Entre as crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 14 anos de idade, 5,6% eram extremamente pobres e 39,7% eram pobres, propor\u00e7\u00f5es superiores \u00e0s da popula\u00e7\u00e3o com 60 anos ou mais de idade:1,9% e 8,3%, respectivamente.<\/p>\n<p>A menor taxa de pobreza entre a popula\u00e7\u00e3o idosa benefici\u00e1ria da previd\u00eancia social est\u00e1 relacionada, principalmente, ao recebimento de aposentadorias e pens\u00f5es, cujos valores s\u00e3o periodicamente corrigidos pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo. Na hip\u00f3tese da n\u00e3o exist\u00eancia desses benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, a extrema pobreza (US$ 2,15) nesse grupo et\u00e1rio passaria de 1,9% para 35,2% e a pobreza (US$ 6,85) passaria de 8,3% para 52,2%.<\/p>\n<p>Em 2024, o \u00edndice de Gini do rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>para o Brasil seria 7,5% maior sem os benef\u00edcios de programas sociais, passando de 0,504 para 0,542. Os impactos da aus\u00eancia de benef\u00edcios seriam maiores no Norte e no Nordeste, com o Gini crescendo, respectivamente, 14,2% e 16,4%, e passando de 0,488 para 0,557 no Norte e de 0,499 para 0,582 no Nordeste. No Sudeste e no Sul, a aus\u00eancia dos programas sociais teria menos impacto, chegando, respectivamente, a 3,7% e 4,7%, com o Gini passando de 0,490 para 0,513, no Sudeste, e de 0,457 para 0,474, no Sul.<\/p>\n<p>O \u00edndice de Gini \u00e9 um dos principais indicadores da desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos. Este \u00edndice varia de 0 a 1, sendo 0 a situa\u00e7\u00e3o de perfeita igualdade e 1, de perfeita desigualdade, onde todo o rendimento estaria concentrado em uma \u00fanica pessoa.<\/p>\n<h4><strong>Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com maior desigualdade de renda<\/strong><\/h4>\n<p>Em 2022, no Brasil, o rendimento dos 20% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores rendimentos era cerca de 11 vezes o rendimento dos 20% com os menores rendimentos. Entre os quarenta pa\u00edses selecionados pela OCDE para esta compara\u00e7\u00e3o, o Brasil tem a segunda maior desigualdade de rendimento, ficando atr\u00e1s apenas da Costa Rica (12,3 vezes) e superando Chile (10,1 vezes) e M\u00e9xico (7,8 vezes), al\u00e9m de Portugal e Espanha (5,5 vezes, ambos), It\u00e1lia (5,4 vezes) Fran\u00e7a (4,5 vezes) e Su\u00e9cia (4,3 vezes), mais pr\u00f3ximos da m\u00e9dia da OCDE (5,3 vezes).<\/p>\n<h4><strong>Brasil tem a maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores pobres na compara\u00e7\u00e3o da OCDE<\/strong><\/h4>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o do Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) considera pobres aqueles trabalhadores que vivem em domic\u00edlios cujo respons\u00e1vel est\u00e1 em idade de trabalhar e onde h\u00e1 pelo menos um membro ocupado, estando a renda domiciliar\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>deste domic\u00edlio abaixo de uma linha espec\u00edfica de pobreza (50% da mediana da renda).<\/p>\n<p>Dos 40 pa\u00edses analisados, o Brasil apresentou a maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores pobres (16,7%), seguido por Costa Rica (15,1%) e M\u00e9xico (14,2%). Pa\u00edses como Estados Unidos (12,4%), Chile (12,9%), Espanha (11,5%), Jap\u00e3o (10,4%), It\u00e1lia (9,3%) e Canad\u00e1 (9,6%) tamb\u00e9m apresentaram propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 m\u00e9dia da OCDE (8,2%). Por outro lado, Rep\u00fablica Checa (3,6%), B\u00e9lgica (4,0%) e Irlanda (4,4%), apareceram com as menores propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores pobres.<\/p>\n<h4><strong>Pa\u00eds tem 12 milh\u00f5es de trabalhadores na pobreza<\/strong><\/h4>\n<p>A metodologia do Banco Mundial considera como trabalhadores extremamente pobres e pobres aquelas pessoas ocupadas, mas que vivem em domic\u00edlios com rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>abaixo das medidas monet\u00e1rias de, respectivamente, US$ 2,15 e US$ 6,85 PPC de 2017.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas que estavam na pobreza foi de 11,9% (ou 12,0 milh\u00f5es), enquanto 47,6% (ou 3,4 milh\u00f5es) dos desocupados e 27,8% (ou 17,9 milh\u00f5es) daqueles fora da for\u00e7a de trabalho estavam nessa condi\u00e7\u00e3o. Cerca de 0,6% (ou 585 mil) das pessoas ocupadas foram consideradas extremamente pobres em 2024, enquanto entre os desocupados a propor\u00e7\u00e3o chegou a 13,7% (ou 987,2 mil) e a 5,6% (ou 3,590 milh\u00f5es) entre aqueles fora da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<h4><strong>Agropecu\u00e1ria e Servi\u00e7os dom\u00e9sticos t\u00eam as maiores propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores pobres<\/strong><\/h4>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o ocupada, a baixa propor\u00e7\u00e3o de extremamente pobres (US$ 2,15) n\u00e3o permite que se fa\u00e7a uma diferencia\u00e7\u00e3o clara entre os grupos tratados, o que \u00e9 poss\u00edvel fazer no caso da pobreza (US$ 6,85). As informa\u00e7\u00f5es mais desagregadas mostram que o Norte e o Nordeste do pa\u00eds tinham as maiores propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores pobres, abrangendo, respectivamente, 22,2% e 24,0% da sua popula\u00e7\u00e3o ocupada, em 2024. Em seguida, vinham Sudeste (7,4%), Centro Oeste (6,9%) e Sul (5,0%), as tr\u00eas \u00faltimas regi\u00f5es com propor\u00e7\u00f5es abaixo do da m\u00e9dia nacional (11,9%).<\/p>\n<p>Em 2024, a pobreza foi maior entre os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (20,4%) e por conta pr\u00f3pria (16,0%), e menor entre os trabalhadores com carteira assinada (6,7%). Da mesma forma, a pobreza foi mais intensa entre os trabalhadores na agropecu\u00e1ria (29,3%) e nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos (22,9%) e menos intensa na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais (4,6%).<\/p>\n<h4><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/h4>\n<p>A S\u00edntese de Indicadores Sociais: uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira 2025 tem como objetivos sistematizar e apresentar um conjunto de informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 realidade social do pa\u00eds, a partir de temas estruturais de grande relev\u00e2ncia. Nesta edi\u00e7\u00e3o, os temas est\u00e3o organizados em tr\u00eas eixos fundamentais e complementares: Estrutura econ\u00f4mica e mercado de trabalho; Padr\u00e3o de vida e distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos; e Educa\u00e7\u00e3o. Adicionalmente, nesta edi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o abordados grupos ocupacionais, perfil das pessoas idosas no mercado de trabalho e um estudo sobre trabalhadores pobres tamb\u00e9m conhecidos como\u00a0<em>Working-Poor\u00a0<\/em>.<\/p>\n<p>Fonte: GOV.BR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta (3\/12) consolida n\u00fameros que o Governo do Brasil j\u00e1 estimava. Sem as pol\u00edticas sociais, popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza teria aumentado. O caminho \u00e9 longo: Brasil ainda \u00e9 o segundo pa\u00eds mais desigual em termos de distribui\u00e7\u00e3o de renda Destaques Entre 2023 e 2024, a propor\u00e7\u00e3o &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":33317,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-33316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33316\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}