
{"id":32640,"date":"2025-10-07T11:18:29","date_gmt":"2025-10-07T14:18:29","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=32640"},"modified":"2025-10-20T12:35:16","modified_gmt":"2025-10-20T15:35:16","slug":"imprensa-oficial-leva-a-bienal-2025-lancamentos-que-celebram-a-confluencia-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/imprensa-oficial-leva-a-bienal-2025-lancamentos-que-celebram-a-confluencia-afro-brasileira\/","title":{"rendered":"Imprensa Oficial leva \u00e0 Bienal 2025 lan\u00e7amentos que celebram a conflu\u00eancia afro-brasileira"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Estudo etnogr\u00e1fico de Maicon Marcante \u00e9 um deles; cole\u00e7\u00e3o revela os bastidores do processo que a transformou em patrim\u00f4nio cultural<\/h2>\n<p>Falta pouco para a 11\u00aa Bienal do Livro de Alagoas. O evento acontece de 31 de outubro a 9 de novembro, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es de Macei\u00f3, e abre espa\u00e7o para novos escritores nascidos ou radicados em Alagoas apresentarem suas obras. Com o tema \u201c<i>Brasil e \u00c1frica ligados culturalmente nas suas ra\u00edzes e ritos<\/i>\u201d, a Bienal valoriza a ancestralidade \u00c1frica-Brasil por meio da m\u00fasica, da culin\u00e1ria, da dan\u00e7a e, principalmente, da literatura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E a Imprensa Oficial Graciliano Ramos participa da programa\u00e7\u00e3o com lan\u00e7amentos que dialogam com essa proposta. Entre eles est\u00e1 \u201c<i>Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a: uma etnografia da media\u00e7\u00e3o no processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o<\/i>\u201d, de Maicon Marcante, que integra a Cole\u00e7\u00e3o Palmar. A obra investiga os caminhos e negocia\u00e7\u00f5es que transformaram a Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a em patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resultado de sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, o livro analisa o processo que levou ao reconhecimento da cole\u00e7\u00e3o como Patrim\u00f4nio Cultural do Brasil. O acervo re\u00fane mais de 200 objetos sagrados roubados de terreiros durante o epis\u00f3dio de persegui\u00e7\u00e3o religiosa conhecido como \u201c<i>Quebra de Xang\u00f4<\/i>\u201d, em 1912, em Macei\u00f3. Somente um s\u00e9culo depois, em 2012, \u00e9 que o pedido de tombamento foi oficializado junto ao Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN).<\/p>\n<p>A pesquisa revela os bastidores desse processo, destacando a media\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00e3o e povos de terreiro e reafirmando a import\u00e2ncia da cole\u00e7\u00e3o como s\u00edmbolo de resist\u00eancia e preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria afro-brasileira. Para Marcante, participar da Bienal com este lan\u00e7amento amplia ainda mais a relev\u00e2ncia de seu trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cLan\u00e7ar meu livro na 11\u00aa Bienal do Livro de Alagoas \u00e9 uma alegria imensa e, sobretudo, uma oportunidade \u00fanica. Consolidada como o principal evento liter\u00e1rio do estado e integrado \u00e0 agenda nacional, a Bienal comp\u00f5e uma grande vitrine da produ\u00e7\u00e3o intelectual, art\u00edstica e cultural e, al\u00e9m disso, possibilita debates fundamentais na atualidade. Em 2025, a tem\u00e1tica sobre as liga\u00e7\u00f5es entre o Brasil e o continente africano confere abrang\u00eancia internacional ao evento e celebra a diversidade de express\u00f5es culturais de matriz africana, proporcionando tamb\u00e9m espa\u00e7os de debate sobre quest\u00f5es urgentes, como racismo e intoler\u00e2ncia religiosa. Portanto, trata-se de uma ocasi\u00e3o especial para o lan\u00e7amento de um livro cuja discuss\u00e3o central \u00e9 atravessada pela mem\u00f3ria sens\u00edvel da Quebra de Xang\u00f4 em Alagoas\u201d, avalia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O autor tamb\u00e9m afirma acreditar que a obra pode aproximar o p\u00fablico da hist\u00f3ria e da mem\u00f3ria dos terreiros alagoanos, visto que apresenta o percurso do tombamento da Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a, oficializado em novembro de 2024.<\/p>\n<p>\u201cNo livro, o p\u00fablico leitor tem a oportunidade de acompanhar a trajet\u00f3ria desse reconhecimento como Patrim\u00f4nio Cultural do Brasil que decorreu de um processo mais amplo e ainda em curso. A utiliza\u00e7\u00e3o abundante de documentos, registros fotogr\u00e1ficos, relatos de campo e entrevistas com religiosos permite uma imers\u00e3o nas nuances desse processo, o qual imbrica a musealiza\u00e7\u00e3o dos objetos e as mobiliza\u00e7\u00f5es do Povo de Santo. Esses temas s\u00e3o abordados e costurados no livro. O fio condutor \u00e9 o pr\u00f3prio percurso at\u00e9 o tombamento da Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a, um reconhecimento que acredito ser importante n\u00e3o apenas para a biografia dos objetos, mas tamb\u00e9m para a mem\u00f3ria das religi\u00f5es de matriz africana em Alagoas\u201d, ressalta Maicon.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcante ressalta, ainda, que a trajet\u00f3ria da cole\u00e7\u00e3o revela muito sobre resist\u00eancia. \u201cA Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a \u00e9 o principal documento sobre os terreiros alagoanos no per\u00edodo anterior \u00e0 Quebra de Xang\u00f4. E contamos com um conjunto expressivo de pesquisas que perpassam abordagens etnogr\u00e1ficas, hist\u00f3ricas, est\u00e9ticas e religiosas dos objetos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 paralelos e semelhan\u00e7as com outros acervos oriundos de a\u00e7\u00f5es repressivas Brasil afora. Nesse contexto, a Perseveran\u00e7a se destaca como uma das principais cole\u00e7\u00f5es do g\u00eanero em todo o pa\u00eds. Conforme relatado por uma grande lideran\u00e7a religiosa de nosso estado, a Cole\u00e7\u00e3o Perseveran\u00e7a \u00e9 o baluarte das mobiliza\u00e7\u00f5es do Povo de Santo, na medida em que nos ajuda a relatar a resist\u00eancia aos ataques de 1912\u201d, emenda o escritor.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo etnogr\u00e1fico de Maicon Marcante \u00e9 um deles; cole\u00e7\u00e3o revela os bastidores do processo que a transformou em patrim\u00f4nio cultural Falta pouco para a 11\u00aa Bienal do Livro de Alagoas. 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