
{"id":32260,"date":"2025-09-11T16:57:23","date_gmt":"2025-09-11T19:57:23","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=32260"},"modified":"2025-09-11T16:57:23","modified_gmt":"2025-09-11T19:57:23","slug":"imprensa-oficial-graciliano-ramos-vai-lancar-mais-de-20-obras-na-bienal-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/imprensa-oficial-graciliano-ramos-vai-lancar-mais-de-20-obras-na-bienal-do-livro\/","title":{"rendered":"Imprensa Oficial Graciliano Ramos vai lan\u00e7ar mais de 20 obras na Bienal do Livro"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">\u201cNeg\u00f3cios da escravid\u00e3o\u201d, da historiadora Luana Teixeira, \u00e9 uma delas; edi\u00e7\u00e3o 2025 do maior evento liter\u00e1rio de Alagoas tamb\u00e9m ter\u00e1 atra\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico infanto-juvenil<\/h2>\n<p>Come\u00e7ou a contagem regressiva para a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional do Livro, que acontece em outubro, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es de Macei\u00f3. E a Imprensa Oficial Graciliano Ramos ter\u00e1 uma participa\u00e7\u00e3o expressiva, com dezenas de obras \u2013 incluindo novas edi\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos consagrados \u2013 integrando a programa\u00e7\u00e3o do maior evento liter\u00e1rio de Alagoas, e com direito a v\u00e1rias atra\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico infanto-juvenil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Destaque para a Cole\u00e7\u00e3o Graciliano Ramos, que re\u00fane sete obras de um dos maiores romancistas brasileiros. Uma delas \u00e9 \u2018Minsk\u2019, que versa sobre a fragilidade humana ao retratar a estreita conviv\u00eancia entre uma menina e seu periquito de estima\u00e7\u00e3o. \u2018Hist\u00f3rias de Alexandre\u2019 e \u2018A terra dos meninos pelados\u2019 completam a rela\u00e7\u00e3o de contos que prometem prender a aten\u00e7\u00e3o da garotada durante os dez dias de evento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a atra\u00e7\u00e3o principal ficar\u00e1 por conta da rela\u00e7\u00e3o Brasil-\u00c1frica, tema da Bienal que, este ano, chega n\u00e3o apenas para fortalecer a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, estimulando a forma\u00e7\u00e3o de cada vez mais leitores, mas tamb\u00e9m para resgatar a ancestralidade que nos une.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse sentido, a Cole\u00e7\u00e3o Palmar \u2013 fruto da parceria entre Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) \u2013 surge como uma grata iniciativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E entre os escritores j\u00e1 confirmados est\u00e1 Luana Teixeira, autora de \u201cNeg\u00f3cios da escravid\u00e3o em Alagoas: o com\u00e9rcio interprovincial de pessoas escravizadas em Macei\u00f3 e Penedo\u201d, que integra a Cole\u00e7\u00e3o Palmar. Ela conta que a reedi\u00e7\u00e3o da obra \u2013 lan\u00e7ada em 2017 pela Imprensa Oficial \u2013 surgiu, principalmente, da necessidade de se ajustar o t\u00edtulo, considerando a denomina\u00e7\u00e3o \u2018pessoa escravizada\u2019, em detrimento do termo \u2018escravo\u2019. \u201cO debate sobre essas altera\u00e7\u00f5es \u00e9 feito no pref\u00e1cio \u00e0 segunda edi\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 resultado da tese de Doutorado de Luana e se concentra na hist\u00f3ria do com\u00e9rcio de pessoas escravizadas durante a segunda metade do s\u00e9culo XIX, quando elas deixavam os dois principais portos de Alagoas, com destino a diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, ap\u00f3s serem \u2018vendidas\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO livro decorre de uma pesquisa emp\u00edrica, cuja metodologia permite uma ampla compreens\u00e3o daquele contexto, visto que aborda o com\u00e9rcio interprovincial desde os aspectos mais gerais, que envolvem a economia do Imp\u00e9rio brasileiro, at\u00e9 os mais espec\u00edficos. Buscamos, portanto, analisar como esse com\u00e9rcio afetou tantas vidas, bem como seus reflexos na sociedade atual, ainda excludente e racista\u201d, emenda a historiadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Luana, esta edi\u00e7\u00e3o da Bienal \u00e9 mais uma oportunidade de se examinar as consequ\u00eancias da escravid\u00e3o no Brasil. \u201c\u00c9 preciso discutir os motivos pelos quais a sociedade foi conivente, j\u00e1 que sustentou tamanha explora\u00e7\u00e3o. Afinal, a escravid\u00e3o foi a base da riqueza do pa\u00eds por s\u00e9culos. Al\u00e9m do mais, os descendentes de escravizados n\u00e3o receberam nenhum tipo de repara\u00e7\u00e3o ao longo da hist\u00f3ria\u201d, ressalta a tamb\u00e9m professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A Bienal\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maior evento liter\u00e1rio, cultural e art\u00edstico do estado, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Ufal e do Governo de Alagoas. \u201cBrasil e \u00c1frica: ligados culturalmente por seus ritos e ra\u00edzes\u201d \u00e9 o tema da edi\u00e7\u00e3o 2025, que acontece entre 31 de outubro e 09 de novembro, no Centro Cultural e de Exposi\u00e7\u00f5es Ruth Cardoso, em Macei\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que o evento supere a marca de 300 mil visitantes ao longo dos 10 dias de programa\u00e7\u00e3o. Ser\u00e3o gerados cerca de 1 mil empregos tempor\u00e1rios durante a Bienal, que ter\u00e1 140 estandes e mais de 100 lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que sejam comercializados mais de 30 mil livros, movimentando, assim, aproximadamente R$ 10 milh\u00f5es em vendas. Al\u00e9m disso, o encontro vai reunir, ainda, quase 300 atividades liter\u00e1rias e art\u00edstico-culturais \u2013 cuja programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser acessada no endere\u00e7o eletr\u00f4nico\u00a0<a href=\"https:\/\/alagoas.al.gov.br\/noticia\/bienal.ufal.br\/2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bienal.ufal.br\/2025<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tema deste ano destaca a conflu\u00eancia \u00c1frica-Brasil nos mais variados aspectos, como a l\u00edngua, a literatura, a dan\u00e7a, a m\u00fasica e a culin\u00e1ria. E al\u00e9m de celebrar os Pa\u00edses Africanos de L\u00edngua Oficial Portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Mo\u00e7ambique e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe), a Bienal deste ano tamb\u00e9m vai homenagear M\u00e3e Neide Oy\u00e1 d\u2019Oxum, M\u00e3e Mirian e Pai C\u00e9lio, patronesse, madrinha e padrinho do evento, respectivamente.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNeg\u00f3cios da escravid\u00e3o\u201d, da historiadora Luana Teixeira, \u00e9 uma delas; edi\u00e7\u00e3o 2025 do maior evento liter\u00e1rio de Alagoas tamb\u00e9m ter\u00e1 atra\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico infanto-juvenil Come\u00e7ou a contagem regressiva para a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional do Livro, que acontece em outubro, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es de Macei\u00f3. 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