
{"id":32056,"date":"2025-08-22T19:20:43","date_gmt":"2025-08-22T22:20:43","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=32056"},"modified":"2025-08-22T19:20:43","modified_gmt":"2025-08-22T22:20:43","slug":"tradicao-e-resistencia-marcam-o-dia-da-cultura-popular-em-maceio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/tradicao-e-resistencia-marcam-o-dia-da-cultura-popular-em-maceio\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia marcam o Dia da Cultura Popular em Macei\u00f3"},"content":{"rendered":"<p><em>Guerreiro Grande Poder celebra legado de Mestre Verdelinho e a for\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Entre as \u00e1guas cristalinas que encantam o mundo, Macei\u00f3 guarda outra riqueza que vai al\u00e9m das praias: a for\u00e7a da cultura popular. Nos quatro cantos da cidade, os folguedos enchem as ruas de cores, sons e hist\u00f3rias. Guerreiros, Maracatus, Afox\u00e9s, Cocos de Roda, Baianas, Fandangos, Taieiras, Pastoris e tantas outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais d\u00e3o vida a tradi\u00e7\u00f5es que resistem ao tempo, carregadas de f\u00e9, mem\u00f3ria e identidade.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Celebrado em 22 de agosto, o Dia da Cultura Popular refor\u00e7a a import\u00e2ncia dos saberes transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Em Macei\u00f3, um dos s\u00edmbolos mais emblem\u00e1ticos dessa heran\u00e7a \u00e9 o Guerreiro Alagoano, manifesta\u00e7\u00e3o marcada por chap\u00e9us imponentes, fitas coloridas, brilhos, personagens e passos que narram um enredo festivo.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">E \u00e9 justamente no m\u00eas em que se exalta a cultura que nasce um novo cap\u00edtulo nessa hist\u00f3ria: o Guerreiro Grande Poder, grupo que far\u00e1 sua estreia no Festival da Cultura Popular, realizado pelo Maracatu Baque Alagoano, no dia 23 de agosto, em Jaragu\u00e1, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de A\u00e7\u00e3o Cultural (FMAC).<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">O Guerreiro Grande Poder n\u00e3o surgiu por acaso. Ele nasceu do desejo de manter viva a chama acesa por Mestre Verdelinho, um dos nomes mais importantes da cultura popular alagoana. Mestre do Coco de Roda e do Pagode Alagoano, ele tamb\u00e9m era apaixonado pelo Guerreiro, brincadeira que marcou sua vida e inspirou seus filhos.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Dois anos atr\u00e1s, o sonho ganhou corpo. Entre ensaios, rodas de conversa, partilha de saberes e muita vontade de colocar o Guerreiro na rua. Pouco a pouco, a ideia tomou forma, reunindo filhos, amigos e amantes da tradi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">\u201cMinha inquieta\u00e7\u00e3o nasceu quando percebi que muita coisa estava se perdendo. Mestres estavam partindo e levando consigo um conhecimento imenso sobre essa brincadeira t\u00e3o rica. Sempre foi meu desejo trazer isso de volta, para que as pessoas conhe\u00e7am e vivam a beleza do Guerreiro. Cresci com a sede do Guerreiro na frente da minha casa, aprendi vendo os personagens, as dan\u00e7as, as pe\u00e7as. Era um sonho distante, mas que agora se realiza\u201d, emociona-se Nildo Verdelinho, filho do mestre e um dos idealizadores do projeto.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Nildo conta que a ideia ganhou for\u00e7a a partir de encontros culturais na Comunidade Azul e cresceu com o apoio de amigos e parceiros, principalmente Juliana Barreto, Daniel Ginga e Mestra V\u00e2nia.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">\u201cTudo ganhou for\u00e7a quando participei de um projeto na Comunidade Azul. Passaram dois filmes sobre o Guerreiro e me convidaram para comentar. Enquanto falava, senti aquela chama reacender. As pessoas se encantaram com a hist\u00f3ria, e ali mesmo decidimos: vamos botar esse Guerreiro na rua. Come\u00e7amos a ensaiar sem chap\u00e9u, sem traje, no meio da rua, apenas pelo prazer de brincar. Foram dois anos assim, movidos pelo amor \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Hoje, ver tudo pronto \u00e9 gratificante. \u00c9 resist\u00eancia, \u00e9 pertencimento\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><strong data-base-font=\"18\">Atravessando Gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">A emo\u00e7\u00e3o de Nildo se multiplica no olhar dos irm\u00e3os e dos filhos que agora pisam nos mesmos palcos onde Mestre Verdelinho deixou sua marca. Para Geninho Verdelinho, filho ca\u00e7ula do mestre, a estreia do Grande Poder \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o de um sonho coletivo.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">\u201cComecei acompanhando meu pai aos seis anos. Ele me levava aos palcos e eu sempre achei muito bonito. Hoje, realizar esse sonho \u00e9 indescrit\u00edvel. O mais emocionante \u00e9 ver minha filha tamb\u00e9m se encantando, do mesmo jeito que aconteceu comigo. N\u00e3o foi algo que eu impus, partiu dela. E isso me faz entender que essa tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 viva, que ela passa naturalmente para quem sente\u201d, conta, com a voz embargada.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Geninho lembra que cada etapa dessa caminhada foi feita de afeto e colabora\u00e7\u00e3o. \u201cSe chegamos at\u00e9 aqui, foi pelo abra\u00e7o que recebemos. Amigos que acreditaram, gente que ajudou com chap\u00e9us, com apoio, com presen\u00e7a. \u00c9 lindo ver que a cultura une as pessoas. Esse Guerreiro \u00e9 feito em fam\u00edlia, com amigos, com gente que acredita. A gente tem no sangue essa tradi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o faria sentido se n\u00e3o tivesse essa rede junto. Quando a gente entra no ensaio, \u00e9 como se o Mestre Verdelinho estivesse ali sorrindo para a gente\u201d, completa.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">A emo\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m toma conta de Iris Verdelinho, esposa de Nildo, que hoje coordena a equipe e auxiliou na cria\u00e7\u00e3o dos chap\u00e9us e viveu intensamente a prepara\u00e7\u00e3o do grupo. \u201cO Guerreiro encanta. S\u00f3 vivendo para entender. Foram dois anos de ensaios com muita dedica\u00e7\u00e3o. Agora, n\u00e3o vemos a hora de mostrar para todo mundo o resultado desse sonho coletivo\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><strong data-base-font=\"18\">Muito Al\u00e9m da Dan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Quem v\u00ea os chap\u00e9us imponentes e os trajes bordados com primor n\u00e3o imagina quantas m\u00e3os se uniram para criar essa beleza. Mestra V\u00e2nia, artes\u00e3 h\u00e1 mais de 40 anos, deu vida \u00e0s pe\u00e7as que coroam os personagens do Guerreiro.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">\u201cO artes\u00e3o n\u00e3o faz s\u00f3 por fazer. Cada pe\u00e7a tem amor e hist\u00f3ria. Quando criei esses chap\u00e9us, ouvi as hist\u00f3rias de mestre Verdelinho, os desejos de Nildo, coloquei neles toda a inspira\u00e7\u00e3o que a cultura popular me traz\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">O Guerreiro Grande Poder estreia trazendo personagens cl\u00e1ssicos, a Rainha, a Estrela de Ouro, a Estrela Dalva, o General, as Caboclinhas, diversos outros e a energia vibrante que transforma f\u00e9 e mem\u00f3ria em espet\u00e1culo.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">O Festival da Cultura Popular tamb\u00e9m ser\u00e1 palco para a celebra\u00e7\u00e3o de um marco: os 18 anos do Maracatu Baque Alagoano, grupo que desde 2007 mant\u00e9m viva a batida ancestral do maracatu no estado.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">\u201cS\u00e3o 18 anos fomentando a cultura afro-alagoana. O Baque surge em um momento de retomada do Maracatu em Alagoas, depois de um longo per\u00edodo de sil\u00eancio, fruto das persegui\u00e7\u00f5es culturais do passado. Hoje, celebramos com orgulho e resist\u00eancia\u201d, destaca Helton Santos, coordenador do grupo.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">O Baque \u00e9 exemplo de como a cultura se reinventa sem perder a ess\u00eancia. De oficinas a cortejos no Carnaval, o grupo se tornou refer\u00eancia, inspirando outros maracatus e fortalecendo a cena cultural alagoana.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Neste s\u00e1bado (23), ele divide a festa com o Guerreiro Grande Poder e outros grupos culturais, num di\u00e1logo que mostra que a diversidade \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da cultura popular.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Essas hist\u00f3rias s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis porque h\u00e1 quem acredite na for\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de apoiar eventos como o Festival da Cultura Popular, a Prefeitura de Macei\u00f3, por meio da FMAC, tem investido em a\u00e7\u00f5es que garantem a preserva\u00e7\u00e3o dos saberes.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Em 2024, o projeto Folguedos na Rede levou 40 mestres da cultura popular para ministrar aulas em 40 escolas da rede municipal, aproximando crian\u00e7as das manifesta\u00e7\u00f5es culturais.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Outra iniciativa \u00e9 o edital Vem Pra Pra\u00e7a, que criou um credenciamento espec\u00edfico para grupos de folguedos, garantindo visibilidade e oportunidades para mestres e brincantes.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\"><span data-base-font=\"18\">Com esses avan\u00e7os, somados \u00e0 paix\u00e3o de quem brinca e de quem cria, Macei\u00f3 reafirma sua identidade e mostra que a cultura n\u00e3o \u00e9 apenas heran\u00e7a: \u00e9 futuro.<\/span><\/p>\n<p data-base-font=\"18\">Fonte: Ascom FMAC<\/p>\n<p data-base-font=\"18\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerreiro Grande Poder celebra legado de Mestre Verdelinho e a for\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o Entre as \u00e1guas cristalinas que encantam o mundo, Macei\u00f3 guarda outra riqueza que vai al\u00e9m das praias: a for\u00e7a da cultura popular. 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