
{"id":32003,"date":"2025-08-18T13:08:44","date_gmt":"2025-08-18T16:08:44","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=32003"},"modified":"2025-08-18T13:08:44","modified_gmt":"2025-08-18T16:08:44","slug":"familia-hundeso-inaugura-ponto-de-cultura-e-fortalece-ancestralidade-na-zona-rural-de-joaquim-gomes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/familia-hundeso-inaugura-ponto-de-cultura-e-fortalece-ancestralidade-na-zona-rural-de-joaquim-gomes\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4 inaugura Ponto de Cultura e fortalece ancestralidade na zona rural de Joaquim Gomes"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Projeto criado com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc oferece oficinas, afroturismo e a\u00e7\u00f5es que promovem educa\u00e7\u00e3o, cultura e cidadania no povoado Riacho Branco<\/h2>\n<p>No povoado Riacho Branco, na zona rural de Joaquim Gomes, a cultura ganhou um espa\u00e7o de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o social. O Ponto de Cultura Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4, criado com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, por meio do Minist\u00e9rio da Cultura, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, atrav\u00e9s da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), re\u00fane oficinas, afroturismo e atividades que celebram tradi\u00e7\u00f5es afro-ind\u00edgenas, fortalecendo identidade e cidadania em uma regi\u00e3o historicamente isolada.<\/p>\n<p>\u201cO povoado de Riacho Branco \u00e9 uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso, com muitas fam\u00edlias de artes\u00e3os que historicamente recebem pouco incentivo. Nosso projeto chega para somar e, independentemente da quest\u00e3o religiosa, o foco \u00e9 social. Queremos apoiar fam\u00edlias \u00e0 margem, ampliar o acesso ao conhecimento e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, e fortalecer a cultura local\u201d, explicou Dot\u00e9 Elias, sacerdote da Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4 e criador do Ponto de Cultura.<\/p>\n<p>Fundada em 2003, a Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4 atua desde ent\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es socioeducativas, culturais e religiosas de matriz africana, atendendo comunidades como a Grota do Arroz, Cruz das Almas e Riacho Branco. Suas iniciativas combatem o racismo, homofobia e intoler\u00e2ncia religiosa.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, levar cultura para a regi\u00e3o \u00e9 reconhecer que o desenvolvimento n\u00e3o pode ficar restrito aos centros urbanos.<\/p>\n<p>\u201cO Ponto de Cultura Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4 \u00e9 um movimento de resist\u00eancia, inclus\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade, onde cultura, educa\u00e7\u00e3o e espiritualidade caminham lado a lado, mostrando que, mesmo distante das grandes cidades, \u00e9 poss\u00edvel transformar vidas por meio da arte. Cada oficina, cada apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 um investimento em identidade, cidadania e futuro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O superintendente de Economia Criativa, Wyllyson Santos, ressaltou o impacto social e cultural da iniciativa.\u00a0\u201cAqui, a cultura ser\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de renda e resist\u00eancia, levando oportunidades para quem historicamente esteve \u00e0 margem. \u00c9 a arte, a hist\u00f3ria e o desenvolvimento chegando de fato \u00e0 ponta, impactando vidas e fortalecendo a comunidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Durante 12 meses, o espa\u00e7o oferecer\u00e1 oficinas gratuitas de capoeira feminina, afox\u00e9, artesanato ind\u00edgena e quilombola, culin\u00e1ria africana, penteado afro, viv\u00eancias ancestrais e cine rural. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. O projeto tamb\u00e9m prepara os moradores para o afroturismo, convidando visitantes a vivenciar a natureza, os saberes tradicionais e a espiritualidade do povoado.<\/p>\n<p>\u201cO Turismo Afro veio para pontencializar todos os pontos de cultura, seja a Casa de Ax\u00e9 ou seja um ponto Cultural, como a Fam\u00edlia H\u00f9nd\u00e9s\u00f4, para trazer todo o turista pra esse ponto, seja ele brasileiro ou internacional, fortalecendo tamb\u00e9m a economia das fam\u00edlias quilombolas e ind\u00edgenas de Joaquim Gomes\u201c, disse o turism\u00f3logo Roberto Monteiro, o coordenador do projeto Turismo Afro, que tamb\u00e9m foi apresentado durante o evento.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento tamb\u00e9m contou com apresenta\u00e7\u00f5es do Maracatu Na\u00e7\u00e3o Acorte de Alagoas, do Coletivo AfroCaet\u00e9, Povo Ind\u00edgena Wassu Cocal e da Capoeira do Centro Educacional Arte e Pesquisa.Para a mestra Let\u00edcia Sant\u2019Ana, do Coletivo AfroCaet\u00e9, o projeto representa um legado pessoal e comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cComecei a tocar aos 9 anos e fazer parte do movimento cultural me fortaleceu muito. A viv\u00eancia no coletivo, em grupo, me ajuda em tudo na vida, enquanto mulher, filha e profissional. Abracem essa oportunidade, que ser\u00e1 muito valiosa para voc\u00eas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto criado com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc oferece oficinas, afroturismo e a\u00e7\u00f5es que promovem educa\u00e7\u00e3o, cultura e cidadania no povoado Riacho Branco No povoado Riacho Branco, na zona rural de Joaquim Gomes, a cultura ganhou um espa\u00e7o de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o social. 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