
{"id":31936,"date":"2025-08-13T19:34:34","date_gmt":"2025-08-13T22:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=31936"},"modified":"2025-08-13T19:34:34","modified_gmt":"2025-08-13T22:34:34","slug":"com-incentivo-do-governo-de-alagoas-joao-victor-regis-lanca-livro-infantil-sobre-identidade-e-cultura-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/com-incentivo-do-governo-de-alagoas-joao-victor-regis-lanca-livro-infantil-sobre-identidade-e-cultura-popular\/","title":{"rendered":"Com incentivo do Governo de Alagoas, Jo\u00e3o Victor Regis lan\u00e7a livro infantil sobre identidade e cultura popular"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Inspirado em viv\u00eancias pessoais, \u201cO Chap\u00e9u de Alecrim\u201d aborda pertencimento e valoriza\u00e7\u00e3o da identidade negra no universo l\u00fadico do Guerreiro Alagoano<\/h2>\n<p>O escritor alagoano Jo\u00e3o Victor Regis lan\u00e7a no pr\u00f3ximo domingo (17), \u00e0s 16h, no Centro de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Jaragu\u00e1, o livro O Chap\u00e9u de Alecrim. A obra, voltada para todos os p\u00fablicos, \u00e9 realizada com recurso da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc de Fomento \u00e0 Cultura (PNAB), do Governo Federal, por meio do Minist\u00e9rio de Cultura, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, atrav\u00e9s da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult).<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria, Alecrim est\u00e1 animado para participar do auto do Guerreiro na escola, mas se depara com a d\u00favida se seu cabelo cacheado, redondo e volumoso caber\u00e1 no figurino. Com leveza e sensibilidade, temas como racismo, autoestima e pertencimento s\u00e3o tratados de forma acess\u00edvel para crian\u00e7as, valorizando a identidade negra em meio \u00e0s cores, bordados e batuques do folguedo alagoano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Victor Regis, a ideia de O Chap\u00e9u de Alecrim nasceu do desejo profundo de contar uma hist\u00f3ria que celebrasse a identidade racial de forma positiva e afetuosa, especialmente para as crian\u00e7as pretas e pardas.<\/p>\n<p>\u201cComo escritor, percebo diariamente a import\u00e2ncia da representatividade desde a inf\u00e2ncia. Eu fui uma crian\u00e7a e um adolescente negro, com cabelo crespo, grande e redondo, e vivi, na pele e no couro cabeludo, situa\u00e7\u00f5es que me marcaram profundamente\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma delas foi quando, no in\u00edcio da vida adulta, fui interpretar o personagem Mateu do Guerreiro Alagoano. Estava radiante com a oportunidade, mas, ao experimentar o chap\u00e9u da indument\u00e1ria, ele simplesmente n\u00e3o coube na minha cabe\u00e7a. Foi um momento desconcertante. No entanto, a equipe de produ\u00e7\u00e3o, com extrema sensibilidade e respeito, adaptou o adere\u00e7o ao meu cabelo, sem me encolher, sem me padronizar. E ali nasceu um gesto de afeto e de reconhecimento da minha singularidade\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA partir dessa lembran\u00e7a, entendi que o chap\u00e9u podia ser muito mais que uma pe\u00e7a de figurino: ele passou a simbolizar mem\u00f3ria, raiz, orgulho, carregando hist\u00f3rias, cheiros, vozes, cores, como os nossos av\u00f3s carregavam seus saberes nas roupas, nos gestos, nas dan\u00e7as. E o nome \u201cAlecrim\u201d n\u00e3o est\u00e1 ali por acaso: remete \u00e0 ancestralidade, \u00e0 for\u00e7a do campo, ao sagrado da natureza e aos folguedos da nossa terra, especialmente o Guerreiro, que pulsa no cora\u00e7\u00e3o cultural de Alagoas. Essa viv\u00eancia, misturada \u00e0 vontade de oferecer \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es uma narrativa que reafirme sua beleza e pot\u00eancia, fez nascer O Chap\u00e9u de Alecrim\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o, a obra \u00e9 uma leitura sens\u00edvel, po\u00e9tica e profundamente conectada com nossas ra\u00edzes. \u201c\u00c9 um livro que mistura inf\u00e2ncia, cultura popular e resist\u00eancia de forma leve, l\u00fadica e simb\u00f3lica. Traz o Guerreiro como uma for\u00e7a viva e educativa, e prop\u00f5e \u00e0s crian\u00e7as o orgulho de serem quem s\u00e3o, com seus cabelos crespos, seus tra\u00e7os, suas vozes e seus passos\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, destacou o trabalho do escritor na literatura infantil \u201cO Chap\u00e9u de Alecrim mostra que nossas crian\u00e7as t\u00eam o direito de se ver e se reconhecer nas hist\u00f3rias que leem, fortalecendo o orgulho e o pertencimento \u00e0 cultura alagoana\u201d, falou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O evento contar\u00e1 com apresenta\u00e7\u00f5es culturais do Coretfal, de Cac\u00e1 e Carm\u00f4 Regis e do Grupo de Teatro Sementes do Vale. A entrada \u00e9 gratuita e aberta a todos os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><b>Sobre o escritor<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Victor Regis \u00e9 escritor, ator, advogado com atua\u00e7\u00e3o voltada aos Direitos Humanos e professor volunt\u00e1rio de teatro no Centro de Voluntariado Sementes do Vale, no Vale do Reginaldo. Natural de Alagoas, publicou seu primeiro livro infantil aos 12 anos, e desde ent\u00e3o mant\u00e9m uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria marcada pelo compromisso com a educa\u00e7\u00e3o, a cultura e a transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em suas obras, carrega as marcas de sua terra natal, o sotaque das ruas, o brilho dos folguedos, a sabedoria popular e a resist\u00eancia cotidiana do povo alagoano. \u00c9 autor de Voe com responsabilidade (2010), A coroa do pequeno imperador (2013), Onde est\u00e1 a outra parte da lua?! (2015), Bumb\u00e1: o boizinho que adorava dan\u00e7ar (2025) e O Chap\u00e9u de Alecrim (2025).<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inspirado em viv\u00eancias pessoais, \u201cO Chap\u00e9u de Alecrim\u201d aborda pertencimento e valoriza\u00e7\u00e3o da identidade negra no universo l\u00fadico do Guerreiro Alagoano O escritor alagoano Jo\u00e3o Victor Regis lan\u00e7a no pr\u00f3ximo domingo (17), \u00e0s 16h, no Centro de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Jaragu\u00e1, o livro O Chap\u00e9u de Alecrim. 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