
{"id":31485,"date":"2025-07-07T18:21:17","date_gmt":"2025-07-07T21:21:17","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=31485"},"modified":"2025-07-07T18:21:17","modified_gmt":"2025-07-07T21:21:17","slug":"fapeal-impulsiona-avancos-no-diagnostico-da-esquistossomose-em-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/fapeal-impulsiona-avancos-no-diagnostico-da-esquistossomose-em-alagoas\/","title":{"rendered":"Fapeal impulsiona avan\u00e7os no diagn\u00f3stico da esquistossomose em Alagoas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Pesquisa desenvolvida busca tornar mais preciso o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a que ainda afeta 70 munic\u00edpios alagoanos<\/h2>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), por meio do Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico Regional, tem fortalecido a interioriza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e a fixa\u00e7\u00e3o de pesquisadores no territ\u00f3rio alagoano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos exemplos recentes deste investimento \u00e9 a pesquisa feita pela doutora Fl\u00e1via Damasceno, que atualmente desenvolve o projeto \u201cAvan\u00e7os no diagn\u00f3stico da esquistossomose: valida\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica imunol\u00f3gica para o controle da enfermidade em \u00e1rea end\u00eamica no estado de Alagoas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A doen\u00e7a, causada pelo parasita Schistosoma mansoni, continua sendo um problema de sa\u00fade p\u00fablica. Com 70 munic\u00edpios inclu\u00eddos na \u00e1rea end\u00eamica, principalmente nas regi\u00f5es agreste e leste, a realidade local demanda a\u00e7\u00f5es mais eficazes de controle e diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Executado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Animal da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o projeto est\u00e1 na metade de sua execu\u00e7\u00e3o e j\u00e1 come\u00e7a a apresentar resultados significativos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a estudiosa, o m\u00e9todo atualmente utilizado para diagn\u00f3stico conhecido como Kato-Katz exige an\u00e1lise de amostras de fezes e apresenta baixa sensibilidade em casos de baixa carga parasit\u00e1ria, situa\u00e7\u00e3o comum entre moradores dessas regi\u00f5es que j\u00e1 foram submetidos a tratamentos anteriores. Os resultados s\u00e3o falsos negativos que dificultam o controle efetivo da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para enfrentar esse cen\u00e1rio, a pesquisa desenvolve um m\u00e9todo sorol\u00f3gico mais sens\u00edvel, baseado na an\u00e1lise de amostras de sangue, que permitir\u00e1 detectar a infec\u00e7\u00e3o mesmo quando h\u00e1 pouca carga parasit\u00e1ria. \u201cO diagn\u00f3stico preciso dos casos de esquistossomose permitir\u00e1 o tratamento adequado de pessoas infectadas, eliminando poss\u00edveis novos focos de transmiss\u00e3o e contribuindo para o controle da doen\u00e7a\u201d, afirma a doutora em ci\u00eancias.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Resultados parciais<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a estudiosa, aproximadamente 60% dos participantes testados at\u00e9 agora apresentaram resultado positivo para o Schistosoma mansoni. Al\u00e9m da coleta e an\u00e1lise, o grupo de pesquisa trabalha agora na padroniza\u00e7\u00e3o do teste sorol\u00f3gico, etapa fundamental para validar cientificamente a metodologia e permitir sua aplica\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que o novo teste seja mais sens\u00edvel do que os testes convencionais e venha a contribuir para o diagn\u00f3stico mais preciso dos casos de esquistossomose, independente da carga parasit\u00e1ria\u201d, frisou Fl\u00e1via Damasceno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com conclus\u00e3o prevista para o final de 2025, a expectativa da equipe \u00e9 que ap\u00f3s a valida\u00e7\u00e3o o novo m\u00e9todo de diagn\u00f3stico possa ser incorporado \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e seja amplamente utilizado em regi\u00f5es end\u00eamicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 contribuir com o controle da esquistossomose em Alagoas, mas tamb\u00e9m com a dissemina\u00e7\u00e3o de uma tecnologia acess\u00edvel e eficaz em outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Colabora\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O estudo \u00e9 feito sob a supervis\u00e3o do vice-diretor do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e da Sa\u00fade da Ufal, professor Wagnner Porto, e ocorre em coopera\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Minas Gerais, com o grupo liderado pela pesquisadora D\u00e9borah Negr\u00e3o-Corr\u00eaa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desse modo, a articula\u00e7\u00e3o entre a universidade receptora, a Secretaria de Sa\u00fade do munic\u00edpio de Vi\u00e7osa (local onde os testes est\u00e3o sendo coletados) e a comunidade local tem sido fundamental para o andamento do projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cRecebemos o apoio da Secretaria de Sa\u00fade de Vi\u00e7osa para acesso \u00e0 comunidade e, em troca, entregamos laudos de todos os exames parasitol\u00f3gicos, facilitando o tratamento adequado n\u00e3o s\u00f3 para esquistossomose, mas tamb\u00e9m para outros parasitas intestinais. \u00c9 uma troca que fortalece o v\u00ednculo entre pesquisa e popula\u00e7\u00e3o\u201d, aborda Fl\u00e1via Damasceno.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o em Alagoas<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A doutora Fl\u00e1via Damasceno \u00e9 natural de Santana do Ipanema e iniciou sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica com apoio da Fapeal ainda na gradua\u00e7\u00e3o, por meio de uma bolsa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica concedida quando estudava Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). \u201cFoi nesse per\u00edodo que comecei a fazer pesquisa e percebi que era o que eu queria fazer: pesquisa em parasitologia\u201d, relata a cientista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de forma\u00e7\u00e3o na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), onde fez mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado, a estudiosa retornou a Alagoas com apoio do edital Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico Regional, promovido pela Fapeal, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O programa tem como foco a atra\u00e7\u00e3o de doutores para fortalecer programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no estado, especialmente em \u00e1reas de desenvolvimento cient\u00edfico ainda em consolida\u00e7\u00e3o e interior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, a oportunidade de desenvolver projetos de impacto em seu estado de origem representou a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo antigo: \u201cVoltei em 2022 por meio desse edital para trabalhar em Alagoas. Estou feliz em ter voltado e pretendo continuar contribuindo com as minhas pesquisas, para o desenvolvimento do estado\u201d, afirmou ela.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida busca tornar mais preciso o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a que ainda afeta 70 munic\u00edpios alagoanos A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), por meio do Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico Regional, tem fortalecido a interioriza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e a fixa\u00e7\u00e3o de pesquisadores no territ\u00f3rio alagoano. &nbsp; Um dos exemplos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":31486,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-31485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alagoas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}