
{"id":30941,"date":"2025-05-15T16:24:22","date_gmt":"2025-05-15T19:24:22","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=30941"},"modified":"2025-05-15T16:24:22","modified_gmt":"2025-05-15T19:24:22","slug":"desmatamento-no-brasil-caiu-324-em-2024-houve-reducao-em-cinco-dos-seis-biomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/desmatamento-no-brasil-caiu-324-em-2024-houve-reducao-em-cinco-dos-seis-biomas\/","title":{"rendered":"Desmatamento no Brasil caiu 32,4% em 2024. Houve redu\u00e7\u00e3o em cinco dos seis biomas"},"content":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o foi registrada no Pantanal, Pampa, Cerrado, Amaz\u00f4nia e Caatinga. Exce\u00e7\u00e3o foi a Mata Atl\u00e2ntica, onde a supress\u00e3o se manteve est\u00e1vel<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15\/5), pela iniciativa MapBiomas Alerta, apontou redu\u00e7\u00e3o no desmatamento em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amaz\u00f4nia e Caatinga.\u00a0A exce\u00e7\u00e3o foi a Mata Atl\u00e2ntica, que se manteve praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2023, apesar do impacto dos eventos clim\u00e1ticos extremos no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>A \u00e1rea total desmatada no Pa\u00eds no ano passado caiu 32,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, enquanto o n\u00famero de alertas validados reduziu 26,9%. Ao todo, foram desmatados 1.242.079 hectares e registrados 60.983 alertas no territ\u00f3rio nacional em 2024.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica, levantamento divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, no in\u00edcio desta semana, apontou redu\u00e7\u00e3o do desmatamento no Estado de S\u00e3o Paulo, considerando as \u00e1reas chamadas de &#8220;mata madura&#8221;. No entanto, o levantamento do MapBiomas aponta estabilidade, pois considera toda a extens\u00e3o territorial do bioma e todas as suas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois anos, o Pantanal e o Pampa foram os biomas que apresentaram a maior redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas desmatadas. O Cerrado aparece em terceiro lugar, seguido da Amaz\u00f4nia e da Caatinga. A Mata Atl\u00e2ntica teve um crescimento de 2%. Veja a redu\u00e7\u00e3o por bioma, na compara\u00e7\u00e3o com 2023:<\/p>\n<ul>\n<li>Pantanal &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 58,6%<\/li>\n<li>Pampa &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 42,1%<\/li>\n<li>Cerrado &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 41,2%<\/li>\n<li>Amaz\u00f4nia &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 16,8%<\/li>\n<li>Caatinga &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 13,4%<\/li>\n<li>Mata Atl\u00e2ntica &#8211; crescimento de 2%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>CERRADO\u00a0<\/strong>\u2014 Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado \u00e9 o bioma com a maior \u00e1rea desmatada. Em 2024, foram 652.197 hectares \u2013 mais da metade (52,5%) do total desmatado no Brasil no ano passado. A regi\u00e3o do Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia) concentrou 75% do desmatamento do Cerrado e cerca de 42% de toda a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros, no entanto, representam uma queda de 40% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Os quatro estados do Matopiba est\u00e3o entre as cinco unidades federativas que mais desmataram em 2024. O Maranh\u00e3o lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo, mesmo com redu\u00e7\u00e3o de 34,3% na \u00e1rea desmatada, que totalizou 218.298,4 hectares no ano passado. Junto com o Par\u00e1, esses estados respondem por mais de 65% da \u00e1rea desmatada no Brasil. Os quatro munic\u00edpios com maiores aumentos proporcionais est\u00e3o no Piau\u00ed: Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebasti\u00e3o Leal.<\/p>\n<p class=\"callout\"><strong>AMAZ\u00d4NIA\u00a0<\/strong>\u2014 A Amaz\u00f4nia ficou em segundo lugar, com 30,4% da \u00e1rea desmatada no Brasil (377.708 hectares). Esta foi a menor \u00e1rea desmatada dos seis anos da s\u00e9rie hist\u00f3rica do RAD, iniciada em 2019. Juntos, Amaz\u00f4nia e Cerrado responderam por quase 89% da \u00e1rea desmatada em 2024 e isso se reflete no tipo de vegeta\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil: pelo segundo ano consecutivo, as forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas foram as \u00e1reas mais desmatadas (52,4%), seguidas das forma\u00e7\u00f5es florestais (43,7%).<\/p>\n<p><strong>OUTROS BIOMAS\u00a0<\/strong>\u2014 A Caatinga vem em terceiro lugar, com 14% de \u00e1rea (174.511 hectares). Os 3% restantes da \u00e1rea total de desmatamento no Brasil ficaram com Pantanal (1,9% ou 23.295 hectares) e Mata Atl\u00e2ntica (1,1%, ou 13.472 hectares). O Pampa aparece com a menor \u00e1rea de desmatamento do relat\u00f3rio: 0,1% do total, ou 896 hectares. Por\u00e9m, os sistemas de detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa baseados em sensoriamento remoto ainda tem limita\u00e7\u00f5es nos ambientes campestres, o que pode causar omiss\u00f5es principalmente nos biomas Pampa e Pantanal.<\/p>\n<p class=\"callout\"><strong>RIO GRANDE DO SUL\u00a0<\/strong>\u2014 No caso espec\u00edfico do Rio Grande do Sul, eventos clim\u00e1ticos extremos alavancaram a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no estado, com aumento de 70%. Os resultados no bioma Mata Atl\u00e2ntica foram influenciados pelos eventos clim\u00e1ticos extremos que atingiram o estado ga\u00facho entre abril e maio de 2024. Caso esses eventos n\u00e3o tivessem ocorrido, o bioma teria registrado uma redu\u00e7\u00e3o de pelo menos 20% na \u00e1rea afetada em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p><strong>TERRAS IND\u00cdGENAS\u00a0<\/strong>\u2014 Em 2024, dois ter\u00e7os das Terras Ind\u00edgenas do pa\u00eds n\u00e3o registraram nenhum evento de desmatamento. Apenas 33% das TIs tiveram ao menos um epis\u00f3dio detectado, totalizando 15.938 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa perdidos \u2014 uma redu\u00e7\u00e3o de 24% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Essa \u00e1rea representa apenas 1,3% do total desmatado no Brasil no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Foram perdidos 57.930 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) em 2024 \u2013 uma redu\u00e7\u00e3o de 42,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Em UCs de Prote\u00e7\u00e3o Integral a redu\u00e7\u00e3o foi maior: 57,9%, com 4.577 hectares em 2024. A APA Triunfo do Xingu (PA), na Amaz\u00f4nia, foi a UC com maior \u00e1rea desmatada no Brasil, com 6.413 hectares. Esse n\u00famero representa uma redu\u00e7\u00e3o de 31,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando ocupava o terceiro lugar no ranking, com 9.391 hectares.<\/p>\n<p class=\"callout\"><strong>MAPBIOMAS ALERTA\u00a0<\/strong>\u2014 A iniciativa do MapBiomas consolida, valida e refina as informa\u00e7\u00f5es emitidas por diversos sistemas de monitoramento do desmatamento no Brasil, como o Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e os Sistemas de Alerta de Desmatamento (SADs) do Imazon, do SOS Mata Atl\u00e2ntica-ArcPlan e do Pampa\/UFRGS\/Geokarten. Cada alerta \u00e9 analisado detalhadamente, gerando um laudo com imagens de sat\u00e9lite di\u00e1rias, em alta resolu\u00e7\u00e3o espacial, ilustrando o antes e o depois do desmatamento.<\/p>\n<p>Os laudos tamb\u00e9m permitem cruzamentos das \u00e1reas de alerta com limites geogr\u00e1ficos (como biomas, estados, munic\u00edpios e bacias hidrogr\u00e1ficas), recortes fundi\u00e1rios (como Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas) e situa\u00e7\u00e3o administrativa (como exist\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o, autua\u00e7\u00e3o ou embargo). O resultado \u00e9 um documento completo para cada evento de desmatamento detectado no Brasil.<\/p>\n<p>Fonte: GOV.BR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o foi registrada no Pantanal, Pampa, Cerrado, Amaz\u00f4nia e Caatinga. 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