
{"id":25269,"date":"2023-10-17T19:33:38","date_gmt":"2023-10-17T22:33:38","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=25269"},"modified":"2023-11-01T12:56:43","modified_gmt":"2023-11-01T15:56:43","slug":"secretaria-de-educacao-discute-curriculo-de-escolas-indigenas-em-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/secretaria-de-educacao-discute-curriculo-de-escolas-indigenas-em-alagoas\/","title":{"rendered":"Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o discute curr\u00edculo de escolas ind\u00edgenas em Alagoas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Grupo de estudos re\u00fane professores de tr\u00eas universidades, al\u00e9m de representantes das 17 escolas ind\u00edgenas do estado<\/h2>\n<p>A Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o (Seduc) deu mais um passo importante no sentido de fortalecer a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas escolas ind\u00edgenas espalhadas por todo o estado. No \u00faltimo final de semana, o audit\u00f3rio do Centro de Forma\u00e7\u00e3o Professor Ib Gatto Falc\u00e3o (Cenfor), localizado no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Macei\u00f3, foi palco do 1\u00ba Encontro das Escolas Ind\u00edgenas de Alagoas, com o tema \u201c(RE) significando, problematizando curr\u00edculos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o apoio de pesquisadores, de representantes do F\u00f3rum Estadual Permanente de Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena (FEPEEIND) e de lideran\u00e7as das comunidades tradicionais, os participantes debateram os estudos, iniciados h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, sobre a constru\u00e7\u00e3o de um documento que contemple as particularidades dos povos ind\u00edgenas, considerando o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Ind\u00edgenas (RCNEI).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante o encontro, foram discutidos temas como a disparidade entre o curr\u00edculo convencional e o curr\u00edculo para e com a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena. Presente ao encontro, o secret\u00e1rio executivo de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o e Coopera\u00e7\u00e3o com os Munic\u00edpios, Daniel Marinho, destacou a import\u00e2ncia da recria\u00e7\u00e3o da Ger\u00eancia Especial de Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena \u2013 que voltou a integrar a estrutura organizacional da Seduc, fortalecendo, assim, o permanente di\u00e1logo com as comunidades.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma conquista muito celebrada por todos, porque, com ela, as pautas est\u00e3o sendo novamente discutidas, e com a determina\u00e7\u00e3o que os povos origin\u00e1rios merecem. Nossa equipe j\u00e1 demonstra que ser\u00e1 essencial para a constru\u00e7\u00e3o desse processo, que visa, sobretudo, \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de direitos, seja o direito \u00e0 liberdade, seja o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade. Afinal, os ind\u00edgenas s\u00e3o, de longe, os mais conscientes dos seus pr\u00f3prios direitos, sendo, agora, amparados por tantos estudiosos\u201d, afirmou o secret\u00e1rio, destacando, ainda, a especial aten\u00e7\u00e3o dispensada \u00e0 infraestrutura escolar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em agosto deste ano, o Governo de Alagoas entregou a reforma da Escola Estadual Ind\u00edgena Balbino Ferreira, em Palmeira dos \u00cdndios, e \u00a0autorizou, ainda, a constru\u00e7\u00e3o de mais quatro unidades para contemplar os povos Akon\u00e3 (em Traipu), Karapot\u00f3 (S\u00e3o Sebasti\u00e3o), Kalank\u00f3 (\u00c1gua Branca) e Karuazu (Pariconha).<\/p>\n<p>Para o gestor da Escola Estadual Ind\u00edgena Paj\u00e9 Miguel Selestino da Silva, Gecinaldo Soares de Queiroz, o encontro \u2013 que tamb\u00e9m reuniu professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Instituto Federal de Alagoas (Ifal) \u2013 reacendeu a import\u00e2ncia n\u00e3o apenas de se discutir a realidade dos povos tradicionais, mas tamb\u00e9m de se construir, coletivamente, as mudan\u00e7as necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cEventos como este mostram que j\u00e1 se come\u00e7a a ver a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena como ela realmente \u00e9. Foi um passo inicial importante, para que, de fato, tenhamos diretrizes, documentos referenciais que oficializem essa educa\u00e7\u00e3o diferenciada\u201d, avaliou o gestor da escola localizada em Palmeira dos \u00cdndios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o coordenador da Ger\u00eancia de Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena, o professor indigenista Gilberto Ferreira, Alagoas conta com 227 professores ind\u00edgenas. Eles atuam nas 17 escolas de cinco Ger\u00eancias Especiais de Educa\u00e7\u00e3o (GEEs), garantindo a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em todas as suas fases, do ensino infantil ao ensino m\u00e9dio, al\u00e9m da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de estudos re\u00fane professores de tr\u00eas universidades, al\u00e9m de representantes das 17 escolas ind\u00edgenas do estado A Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o (Seduc) deu mais um passo importante no sentido de fortalecer a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas escolas ind\u00edgenas espalhadas por todo o estado. 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