
{"id":24731,"date":"2023-09-04T19:07:19","date_gmt":"2023-09-04T22:07:19","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=24731"},"modified":"2023-09-04T19:07:19","modified_gmt":"2023-09-04T22:07:19","slug":"amor-preto-cura-exposicao-encanta-o-publico-no-museu-da-imagem-e-do-som-de-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/amor-preto-cura-exposicao-encanta-o-publico-no-museu-da-imagem-e-do-som-de-alagoas\/","title":{"rendered":"\u201cAmor preto cura\u201d: exposi\u00e7\u00e3o encanta o p\u00fablico no Museu da Imagem e do Som de Alagoas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Estreia da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada com muita arte, dan\u00e7a e m\u00fasica popular alagoana<\/h2>\n<p>\u00e1 est\u00e1 em cartaz no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa) a exposi\u00e7\u00e3o \u201cAmor preto cura\u201d, da artista alagoana Joyce Nobre. A abertura, realizada nesta sexta-feira (1\u00ba), contou com apresenta\u00e7\u00e3o musical da artista Mary Alves, que trouxe um pouco da mistura de ritmos afro-brasileiros com m\u00fasica alagoana. O p\u00fablico apreciou as telas, o artesanato e as roupas pintadas pela a artista, e ainda, conheceu a hist\u00f3ria por tr\u00e1s de cada pe\u00e7a artesanal.<\/p>\n<p>\u00cdsis Florescer \u00e9 atriz e escritora, e destaca a import\u00e2ncia da exposi\u00e7\u00e3o ocupar um espa\u00e7o de afeto e acolhimento para vidas e corpos negros. \u201cA maioria das telas expostas celebra mulheres negras na sua for\u00e7a, delicadeza e busca por autonomia e independ\u00eancia. As obras s\u00e3o um convite a enxergar a beleza de ser quem somos, misturando a cultura e legado ancestral afro-brasileiro para anunciar a pot\u00eancia do pertencimento e de ser quem somos\u201d, disse a atriz.<\/p>\n<p>A mostra da artista carrega a proposta de proporcionar uma imers\u00e3o nas nuances do amor preto e o seu significado para a exist\u00eancia e for\u00e7a de pessoas pretas. Al\u00e9m disso, cada obra de arte pintada a \u00f3leo retrata um pouco da celebra\u00e7\u00e3o do amor entre pessoas pretas e apresenta personagens e elementos da cultura afro-brasileira.<\/p>\n<p>\u201cCom essa exposi\u00e7\u00e3o quero provocar as pessoas falando do amor que cura. Espero que elas enxerguem o amor preto sem romantismo, mas como verdade, cura e coletividade. Em cada pe\u00e7a pintada eu trago o amor que resiste, o amor dos nossos ancestrais e tudo que eles passaram para que hoje n\u00f3s estiv\u00e9ssemos aqui\u201d, afirmou Joyce Nobre.<\/p>\n<p>O nome da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 impactante e carrega um conceito de que o amor n\u00e3o desiste, ele luta e cura. \u201cO tema dessa exposi\u00e7\u00e3o veio como uma provoca\u00e7\u00e3o. Para mim \u00e9 muito importante que nos vejam e que fale sobre o amor na nossa perspectiva de povo preto\u201d, ressaltou Joyce. A artista visual conta que cada retrato transmite a hist\u00f3ria de personagens, e a sua hist\u00f3ria de luta e de cura atrav\u00e9s do amor.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 acontecendo no Misa, em Jaragu\u00e1, tem entrada gratuita. As 12 obras ficar\u00e3o expostas at\u00e9 o dia 10 de outubro, e podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 8h \u00e0s 16h.<\/p>\n<p><b>Quem \u00e9<\/b><\/p>\n<p>Joyce Nobre Aristides \u00e9 uma artista visual, artes\u00e3 e mulher preta que ainda consegue ser dona de casa, m\u00e3e e expressar sua criatividade art\u00edstica. Em 2020, iniciou a sua transi\u00e7\u00e3o de carreira e abandonou a profiss\u00e3o de vendedora de sacol\u00e9 gourmet. Por meio do universo das artes visuais, Joyce realiza os seus sonhos e dedica todo o seu talento expressando os seus sentimentos nas pe\u00e7as art\u00edsticas.<\/p>\n<p>A artista iniciou suas pinturas em pe\u00e7as autorais, feitas em cer\u00e2micas de barro, e logo depois expandiu para as telas, retratando a sua ancestralidade. Hoje, conta hist\u00f3rias tamb\u00e9m em roupas, e suas pe\u00e7as j\u00e1 est\u00e3o espalhadas entre artistas como Chico C\u00e9sar, Mariana Aydar e a artista alagoana Mel Nascimento.<\/p>\n<p>Indo al\u00e9m dos ateli\u00eas, Joyce leva a sua arte para encantar as pessoas e colorir os muros da cidade. No mercado do artesanato, localizado no bairro Levada, \u00e9 poss\u00edvel encontrar um mural de sua autoria. Al\u00e9m disso, outras pinturas feitas em muros est\u00e3o espalhadas pelo estado, em trabalho solo e tamb\u00e9m em parcerias com outros artistas locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A artista assina outras exposi\u00e7\u00f5es, e sua \u00faltima, \u201cSagrado Feminino\u201d, retrata de forma singela as contradi\u00e7\u00f5es do feminino, e o belo na delicadeza e na for\u00e7a da feminilidade.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreia da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada com muita arte, dan\u00e7a e m\u00fasica popular alagoana \u00e1 est\u00e1 em cartaz no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa) a exposi\u00e7\u00e3o \u201cAmor preto cura\u201d, da artista alagoana Joyce Nobre. 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