
{"id":22215,"date":"2023-03-08T11:38:36","date_gmt":"2023-03-08T14:38:36","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=22215"},"modified":"2023-03-08T11:38:36","modified_gmt":"2023-03-08T14:38:36","slug":"agricultoras-familiares-mostram-a-forca-das-mulheres-na-producao-agropecuaria-de-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/agricultoras-familiares-mostram-a-forca-das-mulheres-na-producao-agropecuaria-de-alagoas\/","title":{"rendered":"Agricultoras familiares mostram a for\u00e7a das mulheres na produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de Alagoas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-black font-18 mt-0 pt-0\">Secretaria de Agricultura conta a hist\u00f3ria de agricultoras familiares que revelam os desafios de produzir no campo<\/h2>\n<p>As mulheres deixam a marca no campo, produzindo, beneficiando e implementando produ\u00e7\u00f5es. Para muitas agricultoras familiares de Alagoas, o plantio \u00e9 a \u00fanica fonte de renda para a manuten\u00e7\u00e3o da casa. A lida no campo, \u00e0s vezes, pode ser dif\u00edcil, ao ter que dividi-la com os cuidados da fam\u00edlia e da casa, mas desistir n\u00e3o faz parte do pensamento das pequenas produtoras do Estado.<\/p>\n<p>Em Quebrangulo, Adriana Barros da Silva, 42 anos, \u00e9 m\u00e3e solo e cria a pequena Maria Alice, de 10 anos, plantando feij\u00e3o, batata-doce, mandioca, macaxeira, criando galinhas e, quando poss\u00edvel, alguns porcos. E ainda est\u00e1 planejando o espa\u00e7o para plantar uma horta. Os produtos s\u00e3o comercializados na feira da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela cuida sozinha da pequena propriedade, localizada na comunidade Lages, e, muitas vezes, troca a sua for\u00e7a de trabalho para conseguir mais gente para ajudar no manejo da planta\u00e7\u00e3o. O of\u00edcio ela aprendeu com a m\u00e3e, a dona Luciana Barros, 69 anos, que criou os filhos pequenos tamb\u00e9m cuidando da planta\u00e7\u00e3o quando o marido faleceu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTodas as gera\u00e7\u00f5es s\u00e3o de agricultores. A minha m\u00e3e foi a minha base e, al\u00e9m de ter o exemplo, a gente tem a for\u00e7a de vontade. Eu tenho muito orgulho, tenho prazer em comer aquilo que eu planto. E tamb\u00e9m de plantar a sementinha, de ver nascer. Eu me sinto melhor na ro\u00e7a do que em casa, acho muito bom acordar cedo para trabalhar. \u00c9 s\u00f3 botar a enxada nas costas e vou embora. E quando chego em casa ainda vou arrumar a casa, al\u00e9m de levar e buscar a filha na escola\u201d, revela a agricultora.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias da for\u00e7a da mulher no campo s\u00e3o muitas, em Alagoas e no Brasil afora. Segundo o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), publicado em 2017, o n\u00famero de mulheres na condu\u00e7\u00e3o de propriedades rurais aumentou 38% em todo o Pa\u00eds, entre os anos de 2006 e 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Estado da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Alagoas, Carla Dantas, explica que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria cresce \u00e0 medida que as pol\u00edticas p\u00fablicas conseguem dar acesso a condi\u00e7\u00f5es de trabalho, oportunizando que as mulheres do campo ganhem mais for\u00e7a para continuar produzindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEstamos buscando novas parcerias institucionais, com intuito de dar o suporte de capacita\u00e7\u00f5es e forma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao campo. Ao mesmo tempo, estamos colhendo informa\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Estado para que, de forma assertiva, os programas de inclus\u00e3o produtiva voltados para a agricultura familiar cheguem a quem precisa e na forma que precisa\u201d, pontua Carla Dantas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Planta Alagoas, programa de distribui\u00e7\u00e3o de sementes da Seagri, \u00e9 um dos exemplos de que as pol\u00edticas adotadas pelo Governo do Estado conseguem fazer com que a mulher do campo tenha acesso e incentivo para produzir. No munic\u00edpio de Joaquim Gomes, Maria C\u00edcera, 44 anos, \u00e9 a maior produtora de feij\u00e3o da regi\u00e3o e recebeu sementes do programa estadual nas duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es, nos anos de 2021 e 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVivo da agricultura h\u00e1 18 anos. Toda a minha fam\u00edlia tamb\u00e9m trabalha com a produ\u00e7\u00e3o rural h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. Pessoas de Macei\u00f3 e regi\u00e3o v\u00eam aqui para comprar o que eu produzo. Para se estabelecer no campo \u00e9 preciso muita for\u00e7a de vontade, pois vamos enfrentar muitos obst\u00e1culos durante o caminho. E \u00e9 isso que nos fortalece no dia a dia\u201d, ressalta Maria C\u00edcera.<\/p>\n<p>O trabalho no campo tamb\u00e9m garante empoderamento para as mulheres. A hist\u00f3ria da agricultora Ver\u00f4nica Silva de Melo, 63 anos, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 diferente. No povoado Vista Alegre, em Igreja Nova, ela faz parte do Movimento de Mulheres do munic\u00edpio. O arroz, a macaxeira, o milho, feij\u00e3o e o inhame s\u00e3o beneficiados e do bolo que elas produzem vem a renda para o grupo. \u201cA gente sente felicidade de gerar renda para todas n\u00f3s. Sinto que sou mais livre, por n\u00e3o ficar dependendo do marido. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de estar trabalhando para si pr\u00f3pria\u201d, acredita Ver\u00f4nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos p\u00e9s da Reserva Biol\u00f3gica de Pedra Talhada, Maria Estela Pereira, 53 anos, se divide entre ser merendeira de uma escola em Quebrangulo, agricultora familiar e artes\u00e3. Morando sozinha no s\u00edtio, ela cuida do plantio de maracuj\u00e1, inhame, batata, milho, fava, e ainda tem a horta de alface, chuchu, berinjela, maxixe, couve e piment\u00e3o. Para ela, o trabalho no campo implementa a renda e ainda ajuda na sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSou filha de agricultor e, desde pequena, acompanho minha m\u00e3e na ro\u00e7a. A planta\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em duas a tr\u00eas tarefas e tudo tem que ser programado. Vou me virando para cuidar de tudo, arrumo ajuda aqui e ali. Se voc\u00ea ficar mexendo no maracuj\u00e1, na horta, voc\u00ea se apaixona. \u00c9 uma terapia. N\u00e3o espere para valorizarem voc\u00eas, primeiro voc\u00ea tem que se valorizar. Eu me sinto muito valorizada, e isso \u00e9 tudo\u201d, finaliza Maria Estela.<\/p>\n<p>O campo \u00e9 o lugar onde sai o alimento que chega \u00e0 mesa de todos os alagoanos e as mulheres t\u00eam um papel fundamental na produ\u00e7\u00e3o da agricultura familiar de Alagoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (08), as agricultoras familiares, mulheres assentadas, acampadas, quilombolas, ind\u00edgenas reafirmam que trabalhar no plantio \u00e9 onde elas querem estar, no seu lugar de direito. Afinal, as mulheres s\u00e3o a for\u00e7a que move o campo e a cidade.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secretaria de Agricultura conta a hist\u00f3ria de agricultoras familiares que revelam os desafios de produzir no campo As mulheres deixam a marca no campo, produzindo, beneficiando e implementando produ\u00e7\u00f5es. Para muitas agricultoras familiares de Alagoas, o plantio \u00e9 a \u00fanica fonte de renda para a manuten\u00e7\u00e3o da casa. 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