
{"id":21198,"date":"2022-12-17T09:53:29","date_gmt":"2022-12-17T12:53:29","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=21198"},"modified":"2022-12-17T09:53:29","modified_gmt":"2022-12-17T12:53:29","slug":"aluno-da-escola-nosso-lar-i-tem-vida-transformada-atraves-da-leitura-o-primeiro-leitor-de-tres-geracoes-hoje-busca-dar-uma-vida-melhor-para-a-familia-atraves-dos-estudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/aluno-da-escola-nosso-lar-i-tem-vida-transformada-atraves-da-leitura-o-primeiro-leitor-de-tres-geracoes-hoje-busca-dar-uma-vida-melhor-para-a-familia-atraves-dos-estudos\/","title":{"rendered":"Aluno da Escola Nosso Lar I tem vida transformada atrav\u00e9s da leitura O primeiro leitor de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, hoje busca dar uma vida melhor para a fam\u00edlia atrav\u00e9s dos estudos"},"content":{"rendered":"<header class=\"news-header\">\n<figure><figcaption>O Primeiro leitor de 3 gera\u00e7\u00f5es, hoje busca dar uma vida melhor a fam\u00edlia atrav\u00e9s dos estudos.<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<section class=\"news-content --content block-internal\">\n<p class=\"text-justify\">Como diria o patrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira, \u201cA educa\u00e7\u00e3o liberta o ser humano por meio da consci\u00eancia cr\u00edtica, transformadora e diferencial, que emerge da educa\u00e7\u00e3o como uma pr\u00e1tica de liberdade\u201d e foi atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o que o aluno Alerhandro Willison, 9 anos, teve a perspectiva de realidade transformada atrav\u00e9s da alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Nascido e criado na Ponta Grossa, bairro perif\u00e9rico da cidade de Macei\u00f3, o pequeno Alerhandro Willison faz parte de uma fam\u00edlia de mais tr\u00eas pessoas, suas duas irm\u00e3s mais novas Alerhandra Melo e Maria Alexia, de 8 e 6 anos, respectivamente, al\u00e9m de sua m\u00e3e Alexandra Melo.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">A fam\u00edlia de Alerhandro se encontrava dentro das estat\u00edsticas que retratam o estado de Alagoas com a maior taxa de analfabetismo do pa\u00eds, tendo 337 mil pessoas de 14 anos ou mais que n\u00e3o sabem nem ler nem escrever. Por\u00e9m essa hist\u00f3ria\u00a0 come\u00e7ou a ser reescrita por meio da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Foi a partir de uma a\u00e7\u00e3o idealizada pelos professores da Escola Nosso Lar I, O Natal na comunidade, que incentiva a leitura na escola com can\u00e7\u00f5e, pe\u00e7as de teatro, pinturas, al\u00e9m de colher diversas cartinhas com pedidos das crian\u00e7as do local. Numa das edi\u00e7\u00f5es do projeto na comunidade, a cartinha do pequeno Alerhandro foi escolhida. Nela, ele n\u00e3o pedia um videogame ou uma bicicleta, mas apenas uma cesta b\u00e1sica para poder se alimentar junto com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Emocionada com aquele pedido inusitado vindo de uma crian\u00e7a, a diretora Gilda Verbenia junto ao corpo docente decidiu al\u00e9m de realizar o desejo que veio na carta, aproximar essa fam\u00edlia da comunidade escolar.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">O n\u00facleo familiar de Alerhandro foi inserido na comunidade escolar do Nosso lar I. Ele e suas irm\u00e3s foram matriculados, passando a estudar, se alimentar e participar ativamente nos projetos da escola. No entanto, Alerhandro apresentava um comportamento retra\u00eddo, por muitas vezes se irritando com os colegas ou se mantendo afastado da turma. Foi a partir de observa\u00e7\u00f5es feitas pelo corpo docente, que foi notado que ele possu\u00eda dificuldade no aprendizado.<\/p>\n<p class=\"text-justify\"><strong>Projeto de Alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-justify\">Alerhandro foi inserido no projeto A cidade dos meninos pelados, em que foram fundadas turmas de refor\u00e7o para alfabetizar os alunos que ainda n\u00e3o conseguiam ler e escrever. Durante seis meses, os alunos iam por duas horas para as aulas de refor\u00e7o que aconteciam no contra turno de suas aulas. O projeto<strong>\u00a0<\/strong>faz alus\u00e3o \u00e0 obra do escritor Graciliano Ramos<strong>\u00a0<\/strong>por ter crian\u00e7as que n\u00e3o se sentem pertencentes a um lugar por suas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Alerhandro era uma dessas crian\u00e7as, que justamente por n\u00e3o saber ler e nem escrever, se sentia diferente dos colegas de turma e se isolava com receio de ser motivo de chacota. Mas com o incentivo de sua irm\u00e3 mais nova Alerhandra, que participou de um concurso de soletra\u00e7\u00e3o, dentro da pr\u00f3pria escola, Alerhandro decidiu se esfor\u00e7ar mais na pr\u00e1tica da leitura.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">\u201cQuando eu cheguei em casa com meu diploma, meu irm\u00e3o come\u00e7ou a chorar dizendo que queria um para ele tamb\u00e9m, eu disse que bastava ele pegar o livro e come\u00e7ar a juntar as palavrinhas que ele ia conseguir muito mais que um diploma de soletra\u00e7\u00e3o\u201d, conta a irm\u00e3 Alerhandra.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Com isso, Alerhandro persistiu nas aulas de refor\u00e7o e estudou at\u00e9 conseguir ler as primeiras palavras, depois as primeiras frases e por fim seus primeiros textos. \u201cEu sempre quis ajudar a minha m\u00e3e e minhas irm\u00e3s, tenho o sonho de ser policial e tirar minha fam\u00edlia da situa\u00e7\u00e3o que vivemos hoje. Quero terminar meus estudos para nunca mais passar fome, porque muitas vezes n\u00e3o temos o que comer em casa e a dor da fome \u00e9 uma coisa que eu n\u00e3o desejo para ningu\u00e9m\u201d, disse Alerhandro.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">\u201cAntes de aprender a ler e escrever, eu me sentia atrasado, \u00e0s vezes dava at\u00e9 vontade de n\u00e3o estudar mais, mas depois que aprendi, tomei gosto e agora eu estou determinado a mudar a vida da minha fam\u00edlia atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"text-justify\"><strong>Mapeamento\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-justify\">A\u00a0 coordenadora da escola Nosso Lar I, Elizia Albanita, conta como foi o processo de mapeamento que foi feito para analisar o n\u00edvel de leitura e aprendizado de alunos como Alerhandro.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">\u201cFizemos um\u00a0formul\u00e1rio para um mapeamento familiar, onde todos os pais foram convocados a responder e com isso foi detectado que em diversas fam\u00edlias n\u00e3o existiam uma \u00fanica pessoa alfabetizada e em alguns casos n\u00e3o existiam leitores h\u00e1 no m\u00ednimo tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es no n\u00facleo familiar\u201d, afirmou a coordenadora<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Foi com a preocupa\u00e7\u00e3o de melhorar o ensino dos estudantes, com foco na comunidade do bairro, para acabar com a evas\u00e3o escolar e ampliar a nota do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (IDEB) que j\u00e1 chegou a ser avaliado com a nota 3.3, que a atual gest\u00e3o da escola trabalhou de forma ass\u00eddua, humanizada e determinada para levar a escola a atingir pela primeira vez nota 5 no IDEB.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">A diretora da escola Nosso Lar I, Gilda Verbenia conta como foi o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o que mostrou n\u00e3o s\u00f3 ao Alerhandro, mas a diversas crian\u00e7as o sentimento de pertencimento e o protagonismo de suas vidas<\/p>\n<p class=\"text-justify\">\u201cPrezar pela educa\u00e7\u00e3o desses jovens \u00e9 mais do que nosso dever, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o como cidad\u00e3os de uma sociedade, que se n\u00e3o houver como base o ensino, ter\u00e1 que lidar com problemas bem mais graves no futuro\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Alerhandro \u00e9 um dos muitos alunos que se tornaram refer\u00eancia dentro do seu n\u00facleo familiar atrav\u00e9s da leitura, s\u00e3o vidas transformadas, destinos mudados e novos horizontes abertos para esses jovens que v\u00eam de bairros perif\u00e9ricos e sem a educa\u00e7\u00e3o, poderiam seguir caminhos sem volta\u201d, concluiu a diretora.<\/p>\n<p class=\"text-justify\"><strong>Fam\u00edlia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-justify\">A m\u00e3e de Alerhandro,dona Alexandra Melo, orgulhosa de seu filho, conta sobre as dificuldades que passa para criar os filhos.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">\u201cAlerhandro, Alerhandra e Maria Alexia s\u00e3o meus tesouros, meus filhos s\u00e3o meu pilar nessa vida, sem eles eu n\u00e3o seria nada. Luto todos os dias para ensinar a eles o caminho certo e eles em troca me ensinam o significado de amor. Eu parei meus estudos na terceira s\u00e9rie, para ajudar minha m\u00e3e a colher mariscos como o sururu, limpava quilos e quilos por dia para vender, ou eu estudava ou eu comia, infelizmente n\u00e3o podia escolher os dois, hoje eu luto para que meus filhos possam terminar seus estudos e ter o alimento na mesa\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Alexandra explica um pouco mais sobre o desejo que tem de mudar a vida dos filhos. &#8220;Quero tirar meus filhos da situa\u00e7\u00e3o que vivemos, quero dar uma vida melhor para eles, quero poder n\u00e3o encher os olhos de l\u00e1grimas quando eles me pedem algo para comer e eu n\u00e3o tenho o que dar. Meus filhos me ensinam todos os dias o sentido de for\u00e7a, persisto por eles e eles por mim\u201d, afirmou em l\u00e1grimas dona Alexandra Melo.<\/p>\n<p>Fonte: Ascom Semed<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Primeiro leitor de 3 gera\u00e7\u00f5es, hoje busca dar uma vida melhor a fam\u00edlia atrav\u00e9s dos estudos. Como diria o patrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira, \u201cA educa\u00e7\u00e3o liberta o ser humano por meio da consci\u00eancia cr\u00edtica, transformadora e diferencial, que emerge da educa\u00e7\u00e3o como uma pr\u00e1tica de liberdade\u201d e foi atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o que o aluno &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":21199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[],"class_list":["post-21198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}