
{"id":18577,"date":"2022-06-28T19:48:54","date_gmt":"2022-06-28T22:48:54","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=18577"},"modified":"2022-07-01T12:57:42","modified_gmt":"2022-07-01T15:57:42","slug":"fapeal-apoia-estudos-sobre-historia-do-nordeste-nucleo-de-pesquisa-escravidao-e-sociedade-na-epoca-moderna-da-ufal-lanca-mais-um-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/fapeal-apoia-estudos-sobre-historia-do-nordeste-nucleo-de-pesquisa-escravidao-e-sociedade-na-epoca-moderna-da-ufal-lanca-mais-um-livro\/","title":{"rendered":"Fapeal apoia estudos sobre Hist\u00f3ria do Nordeste N\u00facleo de pesquisa \u201cEscravid\u00e3o e Sociedade na \u00c9poca Moderna\u201d, da Ufal, lan\u00e7a mais um livro"},"content":{"rendered":"<p>Mais um cap\u00edtulo sobre a hist\u00f3ria de Alagoas \u00e9 contado. Dessa vez, atrav\u00e9s da obra \u201cEnsaios sobre Escravid\u00e3o e Sociedade no Brasil Colonial e Imperial\u201d, lan\u00e7ada neste m\u00eas pela editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal).<\/p>\n<p>O livro apresenta ao p\u00fablico leitor seis textos dedicados aos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX e \u00e9 fruto dos estudos do \u201cN\u00facleo Escravid\u00e3o e Sociedade na \u00c9poca Moderna\u201d (Nesem), coordenado pelo professor Gian Carlo Melo, doutor em Hist\u00f3ria. O Nesem tem apoio do Governo de Alagoas, por meio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado (Fapeal).<\/p>\n<p>A obra detalha, por exemplo, a quest\u00e3o dos embarcados, ou seja, quem cuidava dos navios e como era esse processo, e o outro explica como era feito o abastecimento dos que sa\u00edam do Recife, de onde eram trazidos os africanos que vieram para a regi\u00e3o onde hoje \u00e9 Alagoas, mostrando como a elite local estava articulada em pa\u00edses da \u00c1frica para conseguir fazer essa compra de homens e mulheres, que eram chamados de \u201cpe\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>A Fapeal apoia o Nesem desde 2016, atrav\u00e9s do edital de Humanidades, e tamb\u00e9m financiou os dois \u00faltimos eventos do n\u00facleo.<\/p>\n<p>\u201cEu s\u00f3 pude congregar alguns desses pesquisadores, colocar eles em contato e pensar o que eles poderiam estar apresentando para formar essa colet\u00e2nea a partir desses encontros. Isso \u00e9 de suma import\u00e2ncia para haver trocas cient\u00edficas, indica\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o, novas descobertas, como o que C\u00e2ndido Domingues e Suely Almeida apresentam, e a documenta\u00e7\u00e3o que eu usei para falar sobre Alagoas e Santa Luzia do Norte, que \u00e9 uma documenta\u00e7\u00e3o rar\u00edssima no Brasil, o rol de confessados, literalmente uma lista de quem poderia se confessar na igreja; lembrando que Santa Luzia chegava at\u00e9 onde, hoje, ficam Macei\u00f3 e Paripueira\u201d, comenta o professor Gian Carlo.<\/p>\n<p>Outro ponto de interesse explorado pela obra \u00e9 a diversidade da produ\u00e7\u00e3o colonial em Alagoas para al\u00e9m da cana-de-a\u00e7ucar. Tr\u00eas dos ensaios foram feitos a partir de pesquisas financiadas em Edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNpq).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m assinam os estudos do livro Marcia Amantino, pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Suely de Almeida, Luanna Oliveira, e Marcus de Carvalho, da Universidade Federal de Pernambuco; C\u00e2ndido Domingues, da Universidade Estadual da Bahia e Paulo Henrique Cadena, da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco.<\/p>\n<p>O livro \u201cEnsaios sobre Escravid\u00e3o e Sociedade no Brasil Colonial e Imperial\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel para compra em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.edufal.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.edufal.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1656532875593000&amp;usg=AOvVaw03jYHQ9dtuRqAHYtMOm_eY\">www.edufal.com.br<\/a>.<\/p>\n<p><b>PERSPECTIVAS<\/b><\/p>\n<p>Atualmente, Gian Carlo Melo estuda o processo de chegada, atrav\u00e9s do Recife, dos africanos trazidos para o Brasil, e depois, a sua distribui\u00e7\u00e3o, a partir do Recife, que poderia acontecer tanto margeando o litoral, at\u00e9 Porto de Pedras, quanto a p\u00e9, pois se conhecem desde o Per\u00edodo Colonial as chamadas \u201cRotas do Sert\u00e3o\u201d, que passavam tamb\u00e9m pela regi\u00e3o que hoje \u00e9 Alagoas, e poderiam chegar at\u00e9 Minas Gerais.<\/p>\n<p>Ele explica que essas rotas eram utilizadas principalmente na \u00e9poca da extra\u00e7\u00e3o do Ouro (S\u00e9culo XVII), em que o Porto do Recife, o porto de Salvador e o Porto do Rio de Janeiro receberam muitos seres humanos escravizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMas ficando s\u00f3 aqui nas partes ao Sul da capitania de Pernambuco, territ\u00f3rio onde hoje \u00e9 Alagoas, a gente pode imaginar que a popula\u00e7\u00e3o que queria consumir essa m\u00e3o de obra escravizada dependia muito dos comerciantes do Recife, e Alagoas era uma localidade que contribu\u00eda para este cen\u00e1rio internacional de com\u00e9rcio de gente, j\u00e1 que alguns dos produtos que eram trocados, em especial o fumo, sa\u00eda de Alagoas, ia para Recife, e no Recife, era embarcado como uma das mercadorias de troca por escravizados \u201cem \u00c1frica\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um cap\u00edtulo sobre a hist\u00f3ria de Alagoas \u00e9 contado. Dessa vez, atrav\u00e9s da obra \u201cEnsaios sobre Escravid\u00e3o e Sociedade no Brasil Colonial e Imperial\u201d, lan\u00e7ada neste m\u00eas pela editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal). O livro apresenta ao p\u00fablico leitor seis textos dedicados aos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX e \u00e9 fruto dos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":18578,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-18577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alagoas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18577\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}