
{"id":18573,"date":"2022-06-28T19:40:43","date_gmt":"2022-06-28T22:40:43","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=18573"},"modified":"2022-07-01T12:55:57","modified_gmt":"2022-07-01T15:55:57","slug":"populacao-lgbtqia-de-alagoas-reconhece-papel-da-semudh-no-desenvolvimento-de-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/populacao-lgbtqia-de-alagoas-reconhece-papel-da-semudh-no-desenvolvimento-de-acoes\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ de Alagoas reconhece papel da Semudh no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-white font-18 mt-0 pt-0\">Pessoas que fazem parte da comunidade em Alagoas ganharam espa\u00e7o e visibilidade com as a\u00e7\u00f5es realizadas pelo Governo do Estado<\/h2>\n<p>Vida digna, liberdade para ser quem se \u00e9 de verdade e o livre arb\u00edtrio para amar. Essas s\u00e3o algumas das lutas di\u00e1rias da comunidade LGBTQIA+ que ganham \u00eanfase no m\u00eas de junho, sobretudo no dia 28, que marca o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.<\/p>\n<p>Visando garantir a aten\u00e7\u00e3o que esse recorte social demanda, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), por meio da Superintend\u00eancia de Pol\u00edticas para os Direitos Humanos e a Igualdade Racial, trabalha na articula\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento e pol\u00edticas p\u00fablicas, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria da Semudh, Maria Silva, acredita que abrir espa\u00e7o para a diversidade \u00e9 um passo essencial na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa para todas, todos e todes. &#8220;A Semudh \u00e9 uma porta de entrada para acolhimento e suporte para todos os cidad\u00e3os e cidad\u00e3s, independentemente de ra\u00e7a, g\u00eanero ou identidade sexual. Sabemos que nossa sociedade ainda \u00e9 contaminada com estere\u00f3tipos e preconceitos ultrapassados, mas enquanto representante do poder p\u00fablico dentro da pasta dos direitos humanos, a nossa principal miss\u00e3o \u00e9 combater a discrimina\u00e7\u00e3o e assegurar a cidadania da popula\u00e7\u00e3o marginalizada e em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade&#8221;, completou Maria Silva.<\/p>\n<p>\u201cTer uma Secretaria focada nos direitos humanos \u00e9 uma vit\u00f3ria, ainda mais com um bra\u00e7o voltado para os direitos LGBTQIA+. A gente v\u00ea uma luta focada nos nossos direitos. Tem algu\u00e9m por n\u00f3s, um \u00f3rg\u00e3o ao qual a gente pode recorrer, onde somos entendidos\u201d, afirma a gerente geral da Hotelaria Accor, Thais Pradella, que \u00e9 bissexual.<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica e dan\u00e7arina de flamenco Suham Torres \u00e9 uma das pioneiras da milit\u00e2ncia LGBTQIA+ em Alagoas e no Nordeste. Mulher trans de 70 anos de idade, ela conta que era inimagin\u00e1vel a exist\u00eancia de um aparato que atuasse em defesa da comunidade h\u00e1 poucas d\u00e9cadas atr\u00e1s e ressalta a import\u00e2ncia da Semudh na luta por direitos.<\/p>\n<p>&#8220;As autoridades precisam nos olhar. N\u00f3s precisamos viver e precisamos mostrar que n\u00f3s existimos. Na minha \u00e9poca de jovem, os direitos humanos n\u00e3o eram assuntos levados com import\u00e2ncia. Vendo anos atr\u00e1s, passando por situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis que eu passei, muitas coisas melhoraram. Hoje, n\u00f3s n\u00e3o lutamos sozinhas e temos esse suporte da Secretaria. Eu s\u00f3 tenho a agradecer&#8221;, declara Suham.<\/p>\n<p><b>A\u00c7\u00d5ES<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Estado de Alagoas, o trabalho em prol da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ \u00e9 desenvolvido em conjunto com o Conselho Estadual de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o dos Direitos de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais \u2013 CECD-LGBT\/AL e, tamb\u00e9m, com lideran\u00e7as do movimento LGBTQIA+ em diversos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A Semudh promove a\u00e7\u00f5es interinstitucionais, como as educa\u00e7\u00f5es continuadas destinadas aos servidores das \u00e1reas da Sa\u00fade, Seguran\u00e7a P\u00fablica e Educa\u00e7\u00e3o sobre as tem\u00e1ticas das orienta\u00e7\u00f5es sexuais e identidades de g\u00eanero, direitos humanos e pol\u00edticas LGBTQIA+. Este tipo de atividade visa orientar os servidores p\u00fablicos a garantir um atendimento humanizado e o pleno acesso aos servi\u00e7os ofertados pelo Estado a essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito importante que as pessoas na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade ou na assist\u00eancia social saibam lidar com a gente. O Estado falar abertamente sobre isso, faz com que as pessoas tamb\u00e9m falem normalmente sobre isso. Assim, isso faz com que nos vejam de uma forma normal, como veem qualquer outra coisa, e n\u00e3o como um tabu&#8221;, diz o servidor p\u00fablico Arthur Fernandes, de 21 anos, que \u00e9 um homem trans.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de articula\u00e7\u00f5es, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos foi fundamental para a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade LGBT &#8211; composto pela Semudh, Sesau, Ufal, Uncisal, OAB e ONGs &#8211; e do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade Integral da Popula\u00e7\u00e3o de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais para discutir e fortalecer pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade para este recorte social.<\/p>\n<p>Uma das principais conquistas da gest\u00e3o foi a realiza\u00e7\u00e3o da IV Confer\u00eancia Estadual de Pol\u00edticas P\u00fablicas de Direitos Humanos LGBT, com o tema \u201cA garantia do direito \u00e0 diversidade sexual e de g\u00eanero para conquista da democracia\u201d, em dezembro de 2019, bem como a organiza\u00e7\u00e3o do Encontro Nacional de Conselhos de Direitos LGBT, onde Alagoas se tornou o centro do debate sobre o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2022, a secret\u00e1ria Maria Silva foi homenageada com o Pr\u00eamio Guerreiros da Diversidade 2022, por sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 comunidade LGBT+ do Estado. A Semudh tamb\u00e9m marcou presen\u00e7a na Feira da Diversidade Cultural LGBT+ de S\u00e3o Paulo, dentro da programa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Nacional dos Gestores e Gestoras LGBT+, sediado na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de S\u00e3o Paulo (SMDHC).<\/p>\n<p>A comunidade tamb\u00e9m conta com equipamentos importantes para atender \u00e0s suas demandas, como o Ambulat\u00f3rio do Processo Transexualizador, instalado no Hospital da Mulher, e o CEAM \u2013 Centro de Atendimento \u00e0s Mulheres V\u00edtimas de Viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi criada a portaria conjunta Seris-Semudh-CECD\/LGBT, que regulamenta direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ em situa\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Um dos principais frutos foi a cria\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo LGBT na penitenci\u00e1ria Baldomero Cavalcanti, que est\u00e1 em funcionamento desde setembro de 2021 e hoje acolhe 20 pessoas.<\/p>\n<p><b>PROTE\u00c7\u00c3O NA PR\u00c1TICA<\/b><\/p>\n<p>Duas das fun\u00e7\u00f5es primordiais da Semudh s\u00e3o o acolhimento e a prote\u00e7\u00e3o. Com isso, a secretaria \u00e9 sempre uma porta aberta para o atendimento de pessoas LGBTQIA+ que sofreram quaisquer tipo de viol\u00eancia ou nega\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>No dia 8 deste m\u00eas, Anderson Xavier, homem gay, foi v\u00edtima de LGBTfobia enquanto utilizava um carro de aplicativo para se locomover at\u00e9 o seu local de trabalho. Imediatamente, o jovem n\u00e3o pensou duas vezes e foi at\u00e9 a sede da Semudh para realizar a den\u00fancia.<\/p>\n<p>Segundo Anderson, o atendimento e a aten\u00e7\u00e3o da equipe da Superintend\u00eancia de Pol\u00edticas para os Direitos Humanos e a Igualdade Racial ofereceu o apoio que ele precisava num momento t\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p>\u201cA Semudh me ouviu, me acolheu e encaminhou a minha den\u00fancia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para que ela fosse acompanhada. Quando se abre os bra\u00e7os para aqueles que t\u00eam seus direitos violados, se direciona e se devolve a dignidade, \u00e9 poss\u00edvel enxergar a import\u00e2ncia da exist\u00eancia de um equipamento como esse\u201d, afirma Anderson.<\/p>\n<p><b>ORGULHO<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O m\u00eas de junho tamb\u00e9m celebra a autoafirma\u00e7\u00e3o e a alegria em viver com a verdadeira forma de ser. Para isso, infelizmente, ainda \u00e9 necess\u00e1ria uma grande coragem para enfrentar o preconceito. Essa resili\u00eancia \u00e9 o que mais orgulha F\u00eanix Zion, primeira pessoa retificada n\u00e3o bin\u00e1rie no Estado de Alagoas, trans e HIV positivo.<\/p>\n<p>\u201cA for\u00e7a que adquiri ao decorrer dos anos para enfrentar a discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o iniciou em mim. Eu sou parte desse processo. O que mais me orgulho \u00e9 que, apesar de todas as dificuldades, eu consegui estar aqui viva, sendo uma pessoa ativa, proativa e produtiva e que tenta propor provocar a cura da sociedade para lidar com a diversidade. Eu me orgulho dessa capacidade de renascer. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o meu nome \u00e9 F\u00eanix&#8221;, diz Zion.<\/p>\n<p>J\u00e1 D\u00e9bora Alves, bissexual, formada em psicologia com mestrado em psicologia social, e que realiza pesquisas sobre quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, se orgulha da sua autoafirma\u00e7\u00e3o e da supera\u00e7\u00e3o do preconceito.<\/p>\n<p>&#8220;Me orgulho de ser quem eu sou em todas as dimens\u00f5es. Crescer em uma sociedade onde a minha sexualidade \u00e9 vista como pecaminosa e romper com tudo isso, existir e ter a paz de esp\u00edrito \u00e9 muito importante. Eu tenho uma personalidade combativa. Nunca permitirei que digam o que eu devo ser&#8221;, afirma D\u00e9bora.<\/p>\n<p>Para Anderson Xavier, seu orgulho se manifesta simplesmente em quem ele \u00e9. \u201cAcredito que \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o quando rompemos as portas dos arm\u00e1rios e conseguimos ser acolhidos e amados, principalmente, quando nos compreendemos como pessoas. Eu acho que a minha sexualidade \u00e9 uma parte de mim muito importante e muito bonita. Ela me complementa, \u00e9 quem eu sou&#8221;, diz.<\/p>\n<p><b>ACOLHIMENTO<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos de Alagoas est\u00e1 localizada na Rua Joaquim Nabuco, pr\u00f3ximo \u00e0 Igreja dos Capuchinhos, no bairro do Farol, em Macei\u00f3. O atendimento e a escuta de den\u00fancias podem ser feitos no local, e o contato presencial ou pelo telefone 82 3315-3797\/1784 ou 82 9 8879-7571. O Centro Especializado de Atendimento \u00e0 Mulher &#8211; CEAM, tamb\u00e9m realiza o acolhimento de todas as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar, incluindo mulheres trans e travestis, com registro de boletim de ocorr\u00eancia e acompanhamento jur\u00eddico, psicol\u00f3gico e assist\u00eancia social.11<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas que fazem parte da comunidade em Alagoas ganharam espa\u00e7o e visibilidade com as a\u00e7\u00f5es realizadas pelo Governo do Estado Vida digna, liberdade para ser quem se \u00e9 de verdade e o livre arb\u00edtrio para amar. 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