
{"id":17895,"date":"2022-05-08T10:08:31","date_gmt":"2022-05-08T13:08:31","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=17895"},"modified":"2022-05-11T13:59:28","modified_gmt":"2022-05-11T16:59:28","slug":"mae-retoma-estudos-na-educacao-de-jovens-adultos-e-idosos-apos-incentivo-da-filha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/mae-retoma-estudos-na-educacao-de-jovens-adultos-e-idosos-apos-incentivo-da-filha\/","title":{"rendered":"M\u00e3e retoma estudos na Educa\u00e7\u00e3o de Jovens, Adultos e Idosos ap\u00f3s incentivo da filha"},"content":{"rendered":"<p>Neilza C\u00e2ndido da Silva, alagoana, de 52 anos, \u00e9 dona de casa, j\u00e1 trabalhou como bab\u00e1 e empregada dom\u00e9stica. Ficou desempregada devido aos efeitos da pandemia da covid em meados de 2020. De segunda a sexta-feira, ela sai de casa, no bairro Cana\u00e3, de \u00f4nibus com seu marido para estudarem juntos na Educa\u00e7\u00e3o de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da Escola Municipal Jos\u00e9 Carneiro, localizada no bairro do Farol.<\/p>\n<p>O incentivo para voltar \u00e0 sala de aula veio t\u00e3o somente de sua filha, Poliana dos Santos Silva, de 32 anos, que tamb\u00e9m estuda na EJAI da mesma escola que a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Dona Neilza parou de estudar na juventude, quando fazia o quarto ano do ensino fundamental, para poder trabalhar e sustentar a casa. Ela conta que tem cinco filhos, um j\u00e1 faleceu, dois vivem com ela e os outros moram em outros locais.<\/p>\n<p>&#8220;Antigamente, eu n\u00e3o tinha muito recurso para estudar e n\u00e3o tinha essa lei para as dom\u00e9sticas, era muito trabalho escravo. Hoje, s\u00f3 n\u00e3o vai quem n\u00e3o quer, principalmente com essa oportunidade de estudar a noite com o EJAI. As pessoas est\u00e3o tendo oportunidade de aprender a fazer pelo menos o pr\u00f3prio nome&#8221;, afirmou<\/p>\n<p>A dona de casa divide o espa\u00e7o com seu marido, M\u00e1rcio da Silva C\u00e2ndido, de 40 anos, que retomou os estudos depois de ver m\u00e3e e filha se ajudando na escola. Os tr\u00eas v\u00e3o juntos para a escola.<\/p>\n<p>&#8220;Eu me sinto bem, porque estamos eu e ele na mesma sala. A gente faz junto as tarefas. \u00c0s vezes ele n\u00e3o sabe e eu n\u00e3o sei de algumas coisas, mas um ajuda o outro. Eu acho muito importante voltar a estudar, n\u00e3o pela minha idade, mas porque quando a gente quer conseguir algo, independe da idade, a gente consegue&#8221;, conta a dona de casa.<\/p>\n<p>A aluna do quarto ano contou que decidiu voltar para a escola porque estava desempregada e inquieta em casa, al\u00e9m do est\u00edmulo da filha. Poliana n\u00e3o estuda na mesma sala que o casal porque faz o oitavo ano, mas os auxilia como pode nas atividades escolares.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim \u00e9 \u00f3timo estudar ao lado dela, no col\u00e9gio que ela est\u00e1. Para mim \u00e9 tudo. A gente vai e volta juntas, faz as atividades juntas, o que eu posso ajudar eu tamb\u00e9m ajudo. A gente tem uma rela\u00e7\u00e3o \u00f3tima tanto em casa como na escola&#8221;, afirmou Poliana, que trabalha como manicure h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>O Dia das M\u00e3es, para Dona Neilza, \u00e9 celebrado nessas pequenas a\u00e7\u00f5es em fam\u00edlia e na rela\u00e7\u00e3o de cumplicidade que tem com os filhos. &#8220;\u00c9 um dia de muito amor, esperan\u00e7a e felicidade. A gente como m\u00e3e batalha muito para dar o melhor para nossos filhos. Aprendi muito na vida como m\u00e3e, j\u00e1 lutei muito, mas \u00e9 recompensador&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia tem trilhado um caminho na educa\u00e7\u00e3o que, para eles, pode possibilitar muitas realiza\u00e7\u00f5es no campo profissional. M\u00e1rcio, por exemplo, trabalha na \u00e1rea de servi\u00e7os gerais e pretende fazer mais cursos depois que se formar. J\u00e1 Dona Neilza disse que quer terminar os estudos e se especializar.<\/p>\n<p>&#8220;Tem muitos assuntos na escola que eu tinha esquecido e acabei lembrando. Para mim est\u00e1 sendo \u00f3timo. Mesmo que eu volte a trabalhar, eu vou continuar estudando&#8221;, concluiu Neilza C\u00e2ndido.<\/p>\n<p><strong>Rotinas divididas entre trabalho e educa\u00e7\u00e3o dos filhos<\/strong><\/p>\n<p>A servidora da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o (Semed), Roseane Alves, de 23 anos, sentiu uma grande emo\u00e7\u00e3o ao falar sobre seus filhos por telefone. Ela trabalha no setor de transporte escolar h\u00e1 um ano e tem dois filhos na rede municipal de ensino. Seu filho de 10 meses, Luiz Henrique, fica durante o dia na creche S\u00f4nia Cavalcanti, no bairro do Bom Parto e sua filha Ana Lu\u00edza, de 3 anos, na creche Herbert de Souza, na Cruz das Almas.<\/p>\n<p>Anne contou que mora no bairro da Jati\u00faca. Ela acorda 5h da manh\u00e3 para organizar a casa, os filhos e a si pr\u00f3pria, depois deixa a filha na creche, pega o carro disponibilizado pela Semed junto com o outro filho e o deixa em sua respectiva unidade. Depois disso, Anne vai trabalhar.<\/p>\n<p>&#8220;A rotina \u00e9 muito puxada, acordo 5h para poder arrumar os meus filhos, o meu filho vai comigo. Eu acho at\u00e9 muito bom porque a crian\u00e7a cresce com rotina, cresce aprendendo na escola&#8221;, disse a servidora.<\/p>\n<p>Apesar da rotina cansativa, Anne disse que \u00e9 gratificante e gosta de tamb\u00e9m ser lembrada no Dia da M\u00e3es.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o gratificante e maravilhosa ser m\u00e3e. Essa semana teve uma a\u00e7\u00e3o na creche e eu fui participar com meu filho. Ele me deu um presente no dia. Eu fiquei muito emocionada. \u00c9 muito bom v\u00ea-lo participando dessas a\u00e7\u00f5es na escola e aprendendo a amar.<\/p>\n<p>Dafne Cristina \u00e9 outra colaboradora da secretaria e trabalha no setor de presta\u00e7\u00e3o de contas desde 2017, efetivamente. \u00c9 m\u00e3e de Pedro Vagner, de 10 meses e de uma menina, de oito anos. Dafne contou que ficou apreensiva e pesquisando lugares onde poderia deixar seu filho depois que voltasse a trabalhar. Ela lembrou da creche S\u00f4nia Cavalcanti, ao lado da secretaria, ligou para l\u00e1, se cadastrou e conseguiu vaga no local.<\/p>\n<p>&#8220;Na \u00e9poca ele tinha oito meses. Ent\u00e3o para mim isso foi minhas m\u00e3os e meus p\u00e9s, porque hoje em dia para mim \u00e9 tudo. Venho trabalhar pela manh\u00e3, deixo ele na creche, trabalho tranquilamente e quando largo j\u00e1 venho pegar ele, e fica bem do lado do meu trabalho. Ele est\u00e1 sendo extremamente bem cuidado, come\u00e7ou a comer aqui, come\u00e7ou a caminhar aqui, ent\u00e3o para mim \u00e9 tudo&#8221;, relatou Dafne.<\/p>\n<p>Para ela, ser m\u00e3e \u00e9 um desafio porque todo dia \u00e9 uma supera\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma luta di\u00e1ria, mas \u00e9 ao mesmo tempo gratificante. &#8220;Minha rotina di\u00e1ria \u00e9 extremamente corrida. Mas assim, isso \u00e9 a minha vida e \u00e9 extremamente gratificante, largo tudo por eles. A palavra que eu resumiria esse trabalho como m\u00e3e \u00e9 gratid\u00e3o, porque s\u00f3 em sair de casa e deixar ele com pessoas que n\u00e3o tenho conv\u00edvio e saber que ele est\u00e1 sendo bem tratado, n\u00e3o tem pre\u00e7o&#8221;, disse a servidora p\u00fablica, emocionada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neilza C\u00e2ndido da Silva, alagoana, de 52 anos, \u00e9 dona de casa, j\u00e1 trabalhou como bab\u00e1 e empregada dom\u00e9stica. Ficou desempregada devido aos efeitos da pandemia da covid em meados de 2020. 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