
{"id":11997,"date":"2021-02-11T21:29:53","date_gmt":"2021-02-12T00:29:53","guid":{"rendered":"http:\/\/visaodealagoas.com.br\/home\/?p=11997"},"modified":"2021-03-02T13:44:21","modified_gmt":"2021-03-02T16:44:21","slug":"cinema-por-uma-humanizacao-do-olhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/cinema-por-uma-humanizacao-do-olhar\/","title":{"rendered":"Cinema: por uma humaniza\u00e7\u00e3o do olhar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class='vw-dropcap vw-dropcap-standard'>O<\/span> cineasta Alain Resnais produziu um filme na d\u00e9cada de 1950, no contexto da Nouvelle Vague (movimento cinematogr\u00e1fico franc\u00eas), a partir de uma encomenda feita pelo Comit\u00ea Hist\u00f3rico da 2\u00aa Guerra Mundial, onde filme apresenta in\u00fameros campos de concentra\u00e7\u00e3o do per\u00edodo do holocausto e um intenso material documental que informa uma profunda depress\u00e3o econ\u00f4mica no per\u00edodo. O horror nazifascista desenvolveu um projeto de racionalidade a partir do exterm\u00ednio de milhares de sujeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cinema precisa se libertar das formas alienantes e reificadas que a sociedade do capital produz. O cinema precisa buscar emancipar o sujeito das determina\u00e7\u00f5es da cultura consumista do capitalismo e de todo processo de domina\u00e7\u00e3o e barb\u00e1rie da m\u00eddia contempor\u00e2nea. No universo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, o cinema persiste com a sua ontog\u00eanese humana, tornando-se uma janela poss\u00edvel para um reinven\u00e7\u00e3o humana, um est\u00e1gio maior ao desenvolvimento civilizat\u00f3rio repressivo do capital..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 com bastante criticidade que o cinema de Alain Resnais repudia uma sociedade desumanizada e mediada pela racionalidade da mercadoria. Em um sentido da ontog\u00eanese, tal rep\u00fadio demonstra a crise que se estabeleceu com o estranhamento da condi\u00e7\u00e3o humana, conhecido tamb\u00e9m como \u201caliena\u00e7\u00e3o\u201d, que era compartilhado por um grupo exclusivo e seleto de uma burguesia alem\u00e3 de Auschwitz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Adorno, a lacuna que se estabeleceu na transi\u00e7\u00e3o das antigas institui\u00e7\u00f5es, com as suas respectivas dessacraliza\u00e7\u00f5es para um mundo mediado pela tecnologia, acabou deixando os indiv\u00edduos na barb\u00e1rie cultural, distante de qualquer tipo de cr\u00edtica, ou mesmo da sua pr\u00f3pria cidadania, uma vez que os frankfurtianos defendem com bastante veem\u00eancia a emancipa\u00e7\u00e3o dos sujeitos. Colocamos em evid\u00eancia os principais problemas que cruzam a inumanidade do filme Noite e Neblina. Esta \u00e9 a li\u00e7\u00e3o do pensador alem\u00e3o Adorno, o cinema ensina que a arte se mant\u00e9m fiel aos homens gra\u00e7as \u00e0 sua inumanidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cineasta Alain Resnais produziu um filme na d\u00e9cada de 1950, no contexto da Nouvelle Vague (movimento cinematogr\u00e1fico franc\u00eas), a partir de uma encomenda feita pelo Comit\u00ea Hist\u00f3rico da 2\u00aa Guerra Mundial, onde filme apresenta in\u00fameros campos de concentra\u00e7\u00e3o do per\u00edodo do holocausto e um intenso material documental que informa uma profunda depress\u00e3o econ\u00f4mica no &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[],"class_list":["post-11997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-em-perspectiva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11997"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12000,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11997\/revisions\/12000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/visaodealagoas.com.br\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}